Por pedro.logato

França - Em janeiro de 2012, Marquinhos voltou a categoria de base do Corinthians e se sagrou campeão da Copa SP de Juniores. Se ele fizesse uma previsão otimista sobre seu futuro, certamente não seria tão boa quanto o que aconteceu.

Seis meses depois estava no time campeão da Copa Libertadores. Por R$ 8,2 milhões foi contratado pelo Roma e rapidamente ganhou a vaga de titular. Suas atuações chamaram a atenção de grandes clubes como Real Madrid e Barcelona, mas foi o PSG que o levou por cerca de R$ 102 milhões. O sonho agora é arrumar uma vaga na seleção de Felipão. Alguém duvida?

Marquinhos acredita em convocação pela seleção brasileiraDivulgação

O DIA: Como está sendo a adaptação ao PSG e ao futebol francês?

MARQUINHOS: Por um lado a adaptação foi bem simples, tranquila, mas, por outro, complicada. Cheguei doente, com um vírus e não estava 100%. Tiveram muita paciência para esperar que eu me recuperasse. O clube é muito acolhedor, jogadores, comissão técnica e diretoria me ajudaram muito.

O DIA: Qual o peso de ser o quarto zagueiro mais caro da história e saber que um time pagou R$ 102 milhões pelo seu futebol?

MARQUINHOS: É gratificante. Você vê que o trabalho está sendo bem feito. É uma valorização, uma honra. Não tem que ver isso como pressão. É uma motivação para trabalhar e suar ainda mais a camisa do Paris Saint-Germain.

O DIA: Quem é o melhor zagueiro do mundo para você?

MARQUINHOS: Hoje em dia é o Thiago Silva. Estou aprendendo muito ao lado dele. Já o admirava como jogador e agora como pessoa também. Outro que me espelho muito é o Alex (ex-Cruzeiro). São dois monstros e pessoas muito legais.

O DIA: Já pediu para o Thiago Silva falar de você para o Felipão?

MARQUINHOS: Não posso pedir isso para ele. Tenho que conseguir uma convocação por méritos, aproveitar as chances no clube para o chefão da seleção brasileira me olhar.

O DIA: essa história de se naturalizar português. Vai jogar por Brasil ou Portugal?</CW>

MARQUINHOS: Me pegaram de surpresa. Nunca tinha pensado em me naturalizar. Ficaria honrado pelo convite, por outra seleção estar interessada no meu futebol, mas meu sonho, desde pequeno, é a Seleção. Ela está no meu coração.

O DIA: O que você está acha sobre essa polêmica do Diego Costa na Espanha? Por quem ele deve jogar?

MARQUINHOS: Vai de caso a caso. Cada um tem sua opinião. É difícil opinar, fico em cima do muro. Temos de respeitar os dois lados.

O DIA: Você acha que ainda dá tempo de disputar a Copa do Mundo do ano que vem pela seleção brasileira?

MARQUINHOS: Por que não? É o meu sonho disputar a Copa do Mundo pela seleção brasileira. É uma Copa em nosso país. No nosso quintal seria ainda mais maravilhoso. Dizem que ainda é cedo, mas acredito, tenho que sonhar.

O DIA: Qual o seu sonho?

MARQUINHOS: Já tive muitos sonhos no futebol. Com finais, fazendo gols. Cada gol que você faz, passa um filme na cabeça. E você se pega pensando quando vê um jogo da Seleção.Se vê vestindo aquele manto.

O DIA: Você já conhece o Felipão pessoalmente?

MARQUINHOS: Ainda não tive nenhum contato com ele.

O DIA: O Ibrahimovic tem fama de ser um jogador de difícil convivência e colecionador de polêmicas. Como está sendo a convivência com ele?

MARQUINHOS: Estou me dando bem com ele. Comigo é bem tranquilo, sem ser palpiteiro. Procura me tranquilizar. Contra o Olympiakos, na minha estreia na Liga dos Campeões, ele falou: “Estamos aqui para nos divertir, faça seu trabalho e fique tranquilo”. Ele tem uma personalidade gigante. Basta saber lidar com esse tipo de pessoa. Não é nada que atrapalhe o vestiário.

Marquinhos atuou na RomaReuters

O DIA: Você saiu do Corinthians sem ter conseguido seu espaço no profissional? Ficou alguma mágoa do clube? E do Tite?

MARQUINHOS: O Corinthians é o time do meu coração. Não é bem uma tristeza. Vivi dez anos ali. Tinha o sonho de ser profissional e ganhar títulos. Mas os sonhos vão mudando. Não fico chateado de forma alguma. O Tite sempre me respeitou e o admiro. Aprendi muito com ele e vivi um momento grandioso do clube (título da Libertadores). Havia alguns jogadores que viviam seu momento no clube. Não culpo o Tite. Tinha que ser daquela maneira. O Tite queria que eu ficasse.

O DIA: Você jogou no Roma com Totti, um dos maiores ídolos do futebol italiano. Como foi esse contato?

MARQUINHOS: O Totti é diferente. É fenomenal e até meio tímido. Na dele demais. Quando eu cheguei era uma aposta, sem credenciais. Ele e o Rossi me acolheram muito bem. É um grande capitão. Fiz questão de mandar uma mensagem para ele no aniversário (27 de setembro).

O DIA: Ainda falta muito, mas você sonha com um retorno ao Corinthians, nem que seja para encerrar a carreira?

MARQUINHOS: Vamos ver o que a vida vai nos trazer. Por que não acabar a carreira no Corinthians? Voltaria para dar as glórias ao time, o que sempre sonhei. Vamos ver.

O DIA: O que o Marquinhos gosta de fazer quando tem um tempo livre?

MARQUINHOS: Sou 100% futebol. Não tem nada que eu faça de diferente. Gosto de ficar em casa jogando vídeo game ou sinuca.

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