Uma troca por conta do desespero

Flu demitiu Luxa e contratou Dorival

Por O Dia

Rio - Vanderlei Luxemburgo já tinha saído há umas duas semanas, mas foi resgatado pela patrocinadora que banca o clube. Já tinha sido uma decisão precipitada e fora de hora, que não garantia melhoras.

Mas foi preciso entrar na zona da morte para que batesse o desespero para demiti-lo e contratar Dorival Júnior. Faltando cinco rodadas para o fim, isso significa alguma coisa? Com certeza, apenas a desorganização interna, a briga política e o resultado de um ano desastroso na administração do futebol — o Flu viu os melhores jogadores serem negociados e ficou com o bagaço. Mesmo assim, não era para chegar nessa situação.

Luxemburgo deixou o FluminenseMárcio Mercante / Agência O Dia

O próximo adversário é o Náutico, no Maracanã, e, na sequência, a campanha parece — só parece — mais fácil do que a do Vasco. Aconteça o que acontecer, é um ano lamentável. É preciso evitar o rebaixamento para, depois de uma limpeza, começar tudo de novo em 2014.

HORA DAS OVADAS

A delegação do Botafogo mereceu todos os ‘mimos’ que recebeu no aeroporto.Sem violência, a torcida tem todo o direito de protestar e de se sentir ofendida, porque está sendo usada indevidamente como bode expiatório por esse fiasco do time.

Ela não tem culpa da falta de empenho, das falhas grosseiras, das desculpas esfarrapadas, da incompetência do comando do futebol e da liquidação do elenco no meio do campeonato. Os responsáveis que saiam do silêncio e parem de falar abobrinhas.

LÍDER EM XEQUE

A continuar na atual toada, Seedorf vai passar de ídolo a vilão. Apesar de muito tempo de descanso entre os jogos, ele se arrasta em campo, não parece disposto a exercer o seu papel de liderança e tem sido uma ponta bem visível do iceberg que destrói o time.

Ele, ao falar mal da torcida, atinge seu ponto mais baixo. Contra a Lusa, os gatos pingados que forem ao estádio terão todo o direito de hostilizar um grupo que parou de jogar depois da chinelada do Cruzeiro, culminando com a humilhação diante do Flamengo.

TRISTEZA

A dor de Juninho no jogo contra o Santos foi a dor de todos os que gostam de futebol. Tirou o craque do jogo, já o afastou do resto do campeonato e provavelmente abreviou o fim de sua carreira, que ele já pretendia encerrar há meses.

Tudo indica que foi uma contusão séria, de longa recuperação, que muitas vezes inviabiliza a volta aos campos de jogadores veteranos, perto dos 40 anos. Juninho é um ídolo do Brasil
inteiro e merece todas as honras pelo seu belo futebol e sua integridade.

INGRESSOS IRREAIS

Os ingressos para o futebol poderiam ser mais baratos, pelo menos nos jogos de rotina, respeitando-se os descontos para crianças e idosos. Mas, quando chega a hora das partidas decisivas, não é nada demais um aumento porque é espetáculo diferenciado e a renda é importante para pagar os profissionais — um prêmio para quem se destacou. No Brasil, há um problema: pelos descontos, gratuidades e carteiras falsas, o jeito é subir o preço para obter, com um terço do total, o valor médio. É o custo Brasil.

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