Após sair do Flamengo, João Batista confia em sucesso pelo Espírito Santo

Agora como técnico principal da equipe capixaba, ele admite surpresa e diz que decisão de demiti-lo foi de José Neto

Por O Dia

Espírito Santo - A missão de assumir um time às vésperas do início do NBB 6 não assustou João Batista. É a oportunidade de concretizar o objetivo de virar técnico principal. À frente do Espírito Santo, ele mostra otimismo para a temporada. A estreia é em casa, neste sábado, às 19h, contra o Minas.

João Batista e José Neto%3A parceria do título do NBB foi interrompidaDivulgação

"Iniciamos o trabalho em cima da hora, mas não quer dizer que não estou fazendo o trabalho que desejo. Com treinos duas vezes por dia, estamos trabalhando com intensidade a parte técnica, tática e principalmente a motivação, mostrando para os jogadores a capacidade deles", disse João.

O elenco ainda está em formação. O experiente Arnaldinho, por exemplo, chegou na semana passada e fez apenas três treinos com a equipe. O pouco tempo de trabalho não abala a confiança de João Batista. O Espírito Santo mescla jogadores com rodagem por Rio e São Paulo, casos de Arnaldinho, Gaspar (ex-Fluminense), Daniel Filé e Eddy e uma trinca de americanos: Collins, Rashaun (ex-Tijuca) e Afam Muojeke.

"Assumi a responsabilidade e mato no peito toda cobrança. Tenho confiança no meu conhecimento. Além da expectativa de que a equipe se desenvolva bem coletivamente, tecnicamente e taticamente, nossa meta é classificar para o playoff. Isso vai ser com muita luta e foi meu objetivo apresentado à equipe. Agora é dar uma cara a essa equipe, fazer com que ela saiba defender com força, atacar com inteligência e saiba usar técnica e tática, colocada por mim, a nosso favor. É desenvolver o trabalho e mostrar que o Espírito Santo pode vir a ser um expoente no cenário nacional."

João Batista está confiante para o NBB 6Divulgação

A confiança de João Batista é explicada por sua bagagem no basquete: são 40 anos no esporte, 30 como jogador (defendeu a seleção brasileira e clubes como Monte Líbano, Universo e Vasco, pelo qual foi campeão sul-americano) e dez anos como assistente e técnico. Após sete anos seguidos como assistente no Flamengo, ele está pronto para a missão de comandar o Espírito Santo.

"Muitos não entendem ou não entendiam. Quando eu estava no Flamengo como assistente não era para me imortalizar no Flamengo como assistente. Tinha a ideia de assumir uma equipe por toda a bagagem acumulada: foram 30 anos jogando e já são dez como técnico e assistente. Tive o convite do Goiânia, mas não se concretizou. Aí surgiu a oferta do Espírito Santo e vim para cá sem medo e sem insegurança. Isso era o meu sonho, ideia de sequência da minha vida. Então vim feliz e estou bem, satisfeito. Aqui tenho o poder de mexer com movimentação tática e falar para o atleta: 'Você está errado, não é desta maneira'. A última palavra, em questão de quadra, é minha", afirmou.

Demissão surpreendeu

A saída de João Batista do Flamengo surpreendeu. Na função de assistente, ele ajudou o clube a conquistar três títulos nacionais (Brasileiro de 2008 e NBB 1 e NBB 5), a Liga Sul-Americana e sete títulos cariocas. O retrospecto não pesou. O clube justifica que ele desejava virar técnico principal em outra equipe.

"A realidade da minha saída é que fui demitido do Flamengo. Saí por opção do Neto (técnico do Rubro-Negro) de não trabalhar comigo, de não me ter na comissão técnica. O treinador não queria contar comigo na comissão. Opção dele, entendo. Marcelo Vido, como diretor, não teve outra alternativa. Quando foi colocado que eu estava fora, saí com tranquilidade. Neto nem falou comigo. Não teve conversa. Eu tive de aceitar. Marcelo me comunicou e pronto", explica.

João Batista destaca sua passagem e entrega pelo Flamengo.

"Eu trabalhei com Paulo Chupeta e Gonzalo Garcia sempre da mesma maneira. Estava ali pelo Flamengo. Gonzalo era um cara excelente. Eu não era Gonzalo, Paulo Chupeta e Neto. Estava trabalhando para o Flamengo e ajudando estes treinadores, sempre trabalhando pelo Flamengo e pela vitória. Não tive problema com ninguém. Eu falo com todos. Conheço muito gente no basquete", encerrou.

Últimas de Esporte