Por onde anda? Moreno: Sangue bom

Ex- jogador do América vai concorrer a presidência do clube carioca

Por O Dia

Rio - O último ídolo do América formado nas categorias de base quer ser o mannda-chuva do clube. No próximo ano, Paulo Roberto Alves Oliveira, o Moreno, vai concorrer à presidência do clube pelo qual jogou por cinco anos e ajudou a conquistar o inesquecível título de Campeão dos Campeões, em 1982.

“Essa vontade surge por causa da minha história vencedora no clube, onde cheguei em 1977. Fui campeão juvenil carioca, joguei em duas seleções cariocas, na seleção olímpica. Também fui campeão da Taça Rio e Campeão dos Campeões. A ideia é fechar esse ciclo com a caneta na mão, para colocar o América em seu devido lugar”, diz o ex-jogador, que há dois anos é assessor do atual presidente Vinícius Cordeiro. Segundo Moreno, o atual mandatário não pretende se candidatar e deve apoiá-lo na missão de tentar despertar o gigante adormecido da Rua Campos Salles.

Moreno quer ser presidente do AméricaDivulgação

Se os sócios levarem em consideração sua trajetória esportiva, o ex-atacante tem boas chances no pleito de 2014. Veloz e driblador, Moreno já fazia chover quando ainda era dos juniores. Quando subiu para o profissional, não demorou a cair nas graças da torcida. Na conquista do torneio Campeão dos Campeões, o camisa 10 foi fundamental.

“Tenho consciência de que jogava muito. Fui ídolo onde passei. Na conquista de 82 era coadjuvante, mas em dois meses passei a ser protagonista também. Fiz o primeiro gol da decisão contra o Guarani. E o Gílson (Gênio) fez o gol do título, na prorrogação. Era um time de vencedores, muito unido, que conseguiu um título de alto nível”, lembra.</CW>

Dos bons tempos com a camisa rubra só ficou uma pontinha de tristeza. “O maior problema é que eu não fui vendido. Eu recebi uma proposta louca para jogar na Udinese e outra na Fiorentina, com o mesmo empresário que levou Zico, mas o América não quis nem ouvir. Fiquei chateado e durante um período não me cuidei como devia, cai na noite. Depois saí dessa, mas sinto que faltou um salto maior na minha carreira”, afirma o ex-jogador, que também jogou por Joinville, Coritiba, Atlético-PR e </CW>Sport Boys (Peru), pelo qual disputou uma Libertadores.

Em 1998, encerrou a carreira na Cabofriense, para dois anos depois começar a de treinador. Depois de passar por vários clubes da Baixada, em 2009 Moreno foi convidado para comandar a seleção sub-23 de São Tomé e Príncipe, um arquipélago na África.

“Foi uma experiência legal. Preparei a seleção para fazer intercâmbio no Brasil, mas houve quebra do contrato e retornei”. De volta às origens, Moreno pensa alto. “Meu sonho é ver um dia o América disputando a Libertadores”. Por que não?

Baixada é uma das apostas do ex-atacante

Um dos pontos mais importantes da plataforma política de Moreno é o investimento no Centro de Treinamento do clube, no quilômetro 18, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Uma região comercialmente viável.

“O América é uma marca muito forte e viável na Baixada. É um clube que não tem dívidas e detém um patrimônio considerável. Um CT e um estádio para 16 mil pessoas que pode chegar a 32 mil. Comercialmente é de interesse dos parceiros, que querem investir na região”, diz.

Outro ponto positivo, segundo Moreno, é o fato de a Baixada ter se transformado em celeiro de craques.

“Hoje a Baixada é um dos locais que mais fornece novos jogadores ao país. Podemos explorar a região como parceira do clube e fornecedora de matéria prima a ser lapidada no futuro”, garante o candidato.

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