Por pedro.logato

Rio - Vários jogos da Copa do Brasil, principalmente os do Flamengo no Maracanã, levaram ao estádio um público empolgado e numeroso com um nível de participação que raramente se vê no Brasileiro. O mesmo sucede nas fases decisivas de mata-mata nos Brasileiros da Série B e, principalmente da C, no Nordeste.

Não se pretende defender a volta do Brasileiro na base do mata-mata porque isso seria apenas um repeteco da Copa do Brasil. Mas reformatá-lo para que contemple, depois de uma disputa por pontos corridos, um quadrangular ou um octogonal com decisões de ida e volta.

Flamengo levou a torcida ao Maracanã na Copa do BrasilFoto%3A Márcio Mercante / Agência O Dia

Isso motiva jogadores, mídia e torcedores e aumentaria muito o nível das arrecadações. Tudo bem que, no critério de justiça máxima, a fórmula direta é perfeita, embora o Corinthians, em 2005, tenha ganho um título duvidoso com partidas anuladas e arbitragens suspeitas. Mas, normalmente, vence o melhor.

Na fórmula atual do Brasileiro, a emoção fica direcionada quase sempre para a luta por vaga na Libertadores e fuga da degola. Não deixa de ser triste ver grandes torcidas em festa só porque não caíram
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E A TRANSPARÊNCIA?
Pode até parecer oportunismo renovar críticas às obras nos estádios da Copa depois do lamentável acidente de ontem em Itaquera. Mas não deixa de ser emblemático que tenha ocorrido logo em um lugar escolhido às pressas, por razões políticas e com infra-estrutura precária. E talvez o que mais tenha se beneficiado por dinheiro público. Aliás, falta transparência nessa matéria mas já se sabe que, pelo menos 80% do total veio do seu, do meu, do nosso dinheirinho.
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O MENOS COTADO
O caso de Edílson é curioso e pode ser enquadrado naquele clichê de coisas que só acontecem ao Botafogo. Ele chegou desacreditado, parecia lento e trapalhão mas, com as lesões dos companheiros, ficou como titular e, aos poucos, mostrou qualidades, principalmente muita garra e bons chutes a gol. Chega ao fim de ano como o jogador mais reconhecido pelo torcedor porque jamais mostrou, como alguns outros, indolência em campo. Honrou a camisa alvinegra.
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DUPLA AMEAÇA
Juninho chegou a dizer que Dorival saiu do Vasco deixando o time na pior e não seria justo que, por poucos jogos no Flu, ficasse com o rótulo de salvador. Mas é também provável que ocorra um duplo fracasso, se o Fluminense acabar rebaixado. Se os dois cariocas caírem juntos, o currículo de Dorival ficará soterrado em 2013, até pela passagem frustrada no Flamengo. Claro que há muita coisa que não se deve pôr na conta do treinador, mas os resultados ficam marcados.
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O ADEUS INEVITÁVEL
A morte chega para todos mas não é fácil aceitá-la. Principalmente para os que nos são queridos ou mesmo no caso de figuras públicas que deixam uma história bonita e impecável. No futebol, é o caso perfeito desse admirável jogador e figura humana, Nílton Santos, craque da Seleção, do Botafogo e do mundo inteiro. No Brasil, ele ainda reina absoluto como o melhor de todos os tempos na posição e sua categoria era aplaudida até pelos adversários.
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CURTINHOS
Bernardinho tem boas razões para estar feliz com a participação da Seleção de vôlei na Copa dos Campeões. Mesmo nas vitórias apertadas, prevaleceram a confiança, o empenho e a superação. Além de uma renovação bem sucedida, com destaque para Maurício e Wallace.
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A derrota do Barcelona para o Ajax é sintomática de que o reinado do futebol espanhol já não é tão absoluto. O Barça ainda tem problemas na defesa e a seleção já não é a mesma de 2010. Neymar se adaptou bem, vai ajudar, mas viverá uma realidade diferente, mais dura.
Kaká jogou muito bem na vitória do Milan e tudo parece indicar que ele caminha para uma relativa recuperação. Daí a pensar em uma volta à Seleção vai uma distância, primeiro porque ele jamais emplacou em uma Copa e depois, porque Felipão tem outras opções.
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