Por bernardo.argento

São Paulo - Aumenta a cada dia a pressão dos clubes, principalmente na Europa, para que as entidades responsáveis pelos torneios de seleções e as federações nacionais se responsabilizem por eventuais lesões que jogadores venham a sofrer enquanto servem seus times nacionais.

A CBF, por meio de seu presidente José Maria Marin, não concorda. Ele se irritou nesta quinta-feira quando perguntado se concorda com o seguro que clubes fazem para seus atletas selecionáveis.

Neste mês a Fifa pagou 2,5 milhões de euros ao Real Madrid por conta de uma lesão que o volante alemão Sami Khedira sofreu durante amistoso contra a Itália. O clube espanhol já havia questionado a Fifa por lesão que o lateral-esquerdo Marcelo sofreu durante período que serviu a seleção brasileira.

Marin ficou irritado quando foi perguntado se CBF deveria pagar indenização a clubesCarlos Moraes / Agência O Dia

Durante evento em São Paulo para anúncio do 14º patrocínio fixo da CBF, Marin foi perguntado se concorda com o pagamento do seguro por parte das federações que tiram os atletas dos clubes. Graças a esses jogadores e à seleção brasileira a entidade soma mais de R$ 250 milhões por ano em patrocínios.

“Sabe quantos minutos jogou o Bernard pela seleção brasileira? Sabe por quanto ele foi vendido?”, disse, com voz alta, ao ser indagado se a CBF deveria ser responsável pelo seguro dos atletas convocados pela seleção.

Marin usou o exemplo do jovem de 20 anos formado pelo Atlético-MG para justificar que a seleção beneficia mais os clubes do que os prejudica, ainda que a CBF insista em montar seus calendários de jogos sem respeitar as datas oficiais da Fifa. Bernard jogou 46 minutos na Copa das Confederações e depois do torneio se juntou ao Shakhtar Donetsk, que pagou R$ 76 milhões pelo jogador.

“Todo clube insatisfeito deve mandar uma carta e se não quiser jogador convocado, não terá jogador convocado mais”, disse Marin, muito irritado.

Rerpotagem: Bruno Winckler

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