Por rafael.arantes

Rio - O Maracanã vive neste domingo mais uma grande jornada com a presença maciça de outra grande torcida, a do Vasco, que faz tudo o que pode para evitar o rebaixamento do time. Pelo menos, no seu primeiro desafio, o Vasco não podia pretender um contexto mais favorável: vem de boa vitória sobre o Cruzeiro, e, principalmente, não terá praticamente adversário porque o Náutico está esfacelado, vive uma das piores crises de sua história e nem sabe direito qual time vai mandar a campo. Por isso, são três pontos antecipados, a menos que o futebol proporcione uma das maiores zebras de sua história.

O problema é que a vitória não garantirá nada, já que 44 pontos não são suficientes. O Vasco teria que pescar mais alguma coisa no último e terrível jogo contra o Atlético-PR, em Joinville. Dá para perceber que vários grandes, se tivessem caprichado mais um pouquinho durante o Campeonato Brasileiro, não estariam vivendo esse drama.

Vasco precisa vencer o NáuticoCarlos Moraes / Agência O Dia

Afinal, a virada

Será que depois de um ano que terminou surpreendentemente bem, os novos dirigentes do Fla, sob a liderança de Bandeira de Mello, conseguirão tornar o clube, já em 2014, financeiramente sólido, com investimentos no futebol e na estrutura física? Com a sua imensa torcida e, agora, a adesão de dezenas de milhares de sócios-torcedores, a arrecadação atingirá outro patamar e tudo indica que poderá chegar a hora de um Fla não apenas vencedor, mas economicamente forte.
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Voo mais ousado
O êxito meteórico de Jayme de Almeida tem que ser muito comemorado, embora não se possa imaginar o que acontecerá no seu futuro. Nesse pouco tempo ele mostrou sensibilidade e competência, mas seria bom que projetasse algo mais abrangente que os seus dois vitoriosos companheiros no clube — Carlinhos, com vários títulos limitados à Gávea, e Andrade, campeão brasileiro em 2009. É possível que Jayme ainda tenha tempo de dar um salto mais ousado.
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Desconfiança
A torcida do Botafogo de Seedorf está torcendo muito para que, depois de tanto esforço e do brilho do primeiro turno, o time consiga pelo menos a vaga na Libertadores. Mas não está fácil, porque este ano fraquejou em todos os momentos decisivos — contra Cruzeiro, Ponte, Grêmio, Bahia, Goiás e Inter, fora o Fla na Copa do Brasil — e, além disso, o quarto lugar só garantiria a classificação se a Ponte não ganhar a Sul-Americana. Parece muita coisa para um clube assombrado.
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Reformulações
Quaisquer que sejam os destinos de Vasco, Flu e Botafogo no Brasileiro, os três vão passar por reformulações em 2014. O Vasco de Dinamite viveu um ano de equívocos, de projetos falhos e segurou-se em uma corda bamba. O Flu vai começar uma relação menos ambiciosa com a patrocinadora e uma rotina profissional mais realista. E o Botafogo, que prometeu muito e entregou pouco, tem o departamento de futebol mal gerido e o próprio desgaste do treinador.
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