Por pedro.logato

Rio - O receio de não ganhar a boneca Barbie dos sonhos até hoje vem à cabeça de Gabi quando o assunto é Natal. Agora, aos 19 anos, é ela quem compra presentes para toda a família no fim de um ano em que foi campeã pela Seleção adulta de vôlei como titular e ainda conquistou o título da Superliga 2012/2013 pela Unilever.

“Falo com as meninas que sempre foi um sonho jogar na Seleção e ter a chance de disputar uma Superliga como titular. E as oportunidades foram aparecendo”, comenta Gabi, que entrou no clima do Natal numa sessão de fotos na decoração do Rio Design Leblon.

Gabi teve um grande 2013José Pedro Monteiro / Agência O Dia

De volta a Belo Horizonte para o Natal, a mineirinha lembra com bom humor da época de criança. “Era apaixonada por uma Barbie. Lembro que tinha ficado muito triste porque eu pedi para minha mãe e ela disse que não tinha mais. Todo mundo me enganou. Era bem novinha. Mas a minha tia comprou e me deu”, conta.

Nas reuniões em família, Gabi se prepara para falar bastante de vôlei. “Tem gente que não acompanha muito e começa a gostar. Quando chego, o pessoal já pergunta”, diz.

Sobre 2013, a ponteira tem muito o que contar. Comandada por Bernardinho, Gabi foi campeã da Superliga pela Unilever — como titular. Ela substituiu a americana Logan Tom, vice-campeã olímpica, no time do Rio. O friozinho na barriga foi inevitável.

“A Logan se machucou no aquecimento de um jogo. Lembro que a Fofão e a Fabi vieram conversar comigo. Elas me deixaram tranquila e me disseram para passar alegria para o time”, recorda.

Amadurecimento

Após a Superliga, veio o bronze no Mundial juvenil. Em seguida, Gabi se juntou à Seleção principal, do técnico José Roberto Guimarães:

“Ele me deu a chance de jogar um amistoso como titular, fui bem e ele me deixou no time. Amadureci psicologicamente, além da parte técnica.” Assim, ela ajudou o Brasil a conquistar o Grand Prix.

“Era o meu grande sonho. Estava jogando na Seleção, ao lado de ídolos. Sempre fui muito fã da Sheillinha e de todas as meninas. Queria estar perto delas e pude buscar o título do Grand Prix no novo ciclo olímpico”, comenta Gabi.

Gabi tem apenas 19 anosJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

Depois de maratona, novata virou torcedora

O ano foi cansativo para Gabi, que emendou a reta final da Superliga 2012/2013 com o Sul-Americano de clubes, seguido pelo Mundial juvenil, amistosos com a Seleção principal, o Grand Prix, o Sul-Americano adulto, o Mundial de clubes e agora, novamente, a Superliga 2013/2014.

Em outubro, Gabi acabou pedindo dispensa da Seleção, para se recuperar de um problema nas costas, e ficou só na torcida pelas companheiras na Copa dos Campeões, em novembro, no Japão.

“Só não consegui assistir a um jogo delas porque fiquei com muito sono. Falei para elas jogarem bem e mandarem beijo para mim porque eu estava assistindo”, conta.

Nos pedidos para 2014,o inédito título mundial

Para o ano que vem, Gabi quer novamente estar na Seleção adulta e ajudar a equipe feminina a buscar o inédito título mundial, na Itália.

“Sei que vai ser difícil estar no time. A Jaqueline (que deu à luz ao primeiro filho, Arthur, no dia 19) pode voltar, a Natália já voltou... Sei que a briga pelas vagas de ponteira será muito difícil. Meu sonho é estar de novo com o grupo e buscar esse título”, diz Gabi, que passará o Revéillon com amigos na casa da líbero Fabi, em Ipanema.

Fora das quadras, os planos de Gabi incluem também um curso de gastronomia. “Quero começar a me organizar melhor em 2014 para fazer esse curso”, conta a jovem jogadora.

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