Por pedro.logato

Rio - O que os olhos não veem, o coração sente. Ricardo Alves não tem dúvida disso. Deficiente visual desde os 8 anos, o jogador da seleção brasileira de futebol de cinco ganhou um dos maiores e mais inesperados presentes de sua vida ao ter a oportunidade de colocar as mãos na taça da Copa do Mundo.

A sensação fugiu aos rotineiros sentimentos e pintou de dourado seu fim de ano. Pela primeira vez na história, a Fifa permitiu que outros, que não campeões mundiais ou chefes de estado, tocassem no troféu.

Jogadores do futebol de cinco tiveram contato com a Copa do MundoDivulgação

“Eu estava com a seleção no Centro de Treinamento, quando fomos chamados para ir até o ginásio. Fui o primeiro a tocar na taça. Foi uma grande surpresa, uma emoção indescritível. É diferente ouvir o que as pessoas falam e sentir realmente o que ela é. Tive vários momentos marcantes na vida e na carreira, mas esse foi único e vai ficar para sempre registrado na minha memória. Fui privilegiado”, afirmou Ricardo.

O jovem conta que nunca imaginou esse momento. A vida nem sempre foi só alegria. Aos 6 anos, Ricardo teve um descolamento de retina e passou por cinco cirurgias. Depois de dois anos de tratamento, os médicos alegaram que já não podiam fazer mais nada. Apesar do diagnóstico negativo, ele nunca desanimou:

“Sempre sonhei em ser jogador de futebol. Com 10 anos, comecei a treinar na escolinha do colégio. Com 16 anos, eu já estava na seleção brasileira de futebol”, disse Ricardo, que coleciona diversas conquistas individuais, entre elas, o de melhor jogador do mundo em 2006.

O momento em que os jogadores se encontraram com a taça foi registrado e as imagens vão virar um comercial da Coca-Cola, que vai ao ar a partir de quinta.

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