Por pedro.logato

Rio - Do canto das quadras, catando bolas, para dentro delas, como jogador profissional com um currículo recheado de conquistas no vôlei mundial. Remanescente do grupo brasileiro que conquistou todos os títulos possíveis, Rodrigo Santana, mais conhecido como Rodrigão, está de volta às quadras com novos aprendizados. O mais recente foi se adaptar à nova realidade do seu time, o RJ Vôlei, que perdeu o patrocínio master e enfrenta problemas financeiros.

“Dentro da quadra, precisamos esquecer dos problemas e dar o máximo. Procuro pensar no jogo e me divertir. Começamos a jogar vôlei porque amamos o que fazemos e não por dinheiro. Agora não poderia ser diferente. Não estou tão preocupado, tudo vai se resolver em breve”, acredita.

Rodrigão retornou às quadrasReprodução Internet

Em novembro, a empresa OGX, que pertence ao grupo EBX, do empresário Eike Batista, optou por desativar o apoio à equipe. Apesar da conturbada volta às quadras e de uma passagem no vôlei de praia não muito bem sucedida, Rodrigão acredita que toda experiência é válida.

“Foi bom, gostei demais da praia. Trouxe novos aprendizados, fiz várias amizades e aprendi muito. Vou jogar alguns campeonatos na praia sempre que eu puder”, afirmou o jogador.
Se nas areias não teve muito sucesso, nas quadras já não se pode dizer o mesmo: campeão olímpico, tricampeão mundial, bicampeão da Copa do Mundo, octocampeão da Liga Mundial e bicampeão da Copa dos Campeões. Nem a experiência e a quantidade de títulos foram capazes de tirar a simplicidade de Rodrigão ao escolher o número de sua camisa no RJ Vôlei.

“Eu queria a camisa 14, mas ela já era do Uallas, que já está aqui há muito tempo. Quem está na casa antes tem o direito. Escolhi a 18 porque era do meu grande amigo Dante, com quem eu dividi quarto durante todos esses anos de Seleção. Então mais uma homenagem à nossa amizade”, contou.

Apesar dos Jogos Olímpicos de 2016 serem no Rio e de estar novamente em um time de ponta, o meio de rede afirma que sua história na Seleção chegou ao fim nas Olimpíadas de Londres e que tem planos para o futuro:

“Pretendo jogar até 2016 e depois ser dirigente de algum clube, treinador ou assistente. Gosto muito da parte tática, de estudar, ver vídeos”.
A maior dificuldade de Rodrigão não está relacionada ao esporte. A distância da família, que mora em Santos, sempre acompanha o jogador. “Não é fácil ficar longe deles. Essa é a pior parte”, disse Rodrigão.

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