Por fabio.klotz

Rio - A sexta-feira foi agitada no Tribunal. O STJD julgou os recursos de Flamengo, Vasco e Portuguesa. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva manteve as penas de Fla e Lusa e negou o pedido do Cruzmaltino. Sendo assim, o desfecho do Brasileiro está definido. Pelo menos por enquanto. Há a possibilidade de o caso ir para a Justiça Comum (torcedores do clube paulista se mobilizam para tentar manter o time na elite).

Torcedora do Fluminense defende o cumprimento do regulamento José Pedro Monteiro / Agência O Dia

O primeiro julgamento do dia foi da Lusa, punida na Primeira Comissão Disciplinar com a perda de quatro pontos e multada em R$ 1 mil por ter escalado irregularmente o meia Héverton na última rodada do Brasileiro. A punição foi mantida no Pleno, última instância da Justiça Desportiva. A Portuguesa perdeu por unanimidade: 8 votos a 0. Sendo assim, o clube paulista ficou com 44 pontos, atrás do Fluminense, e foi rebaixada para a Série B. O Tricolor Carioca escapou da queda.

A defesa da Portuguesa, a cargo do advogado João Zanforlin, argumentou que o resultado do campo deveria ser mantido. Além disso, sustentou que Héverton não decidiu o jogo e que o clube não teve má-fé ao escalá-lo.

O Fluminense participou do julgamento como parte interessada. O advogado Mário Bittencourt pediu o cumprimento do regulamento. Na sustenção, ele citou Nelson Rodrigues e até trecho do livro "O Pequeno Príncipe".

Depois foi a vez de o Tribunal julgar o recurso do Flamengo, também punido em primeira instância pela escalação irregular de André Santos, expulso na Copa do Brasil. O advogado Michel Assef Filho tentou argumentar que a lei dá margem até a três interpretações. O STJD não levou em consideração. Por 8 votos a 0, o Fla perdeu na Justiça. A pena foi quatro pontos e multa de R$ 1 mil.

O Tricolor, outra vez, participou do julgamento como parte interessada e teve direito a argumentar. Mário Bittencourt reforçou o pedido pelo cumprimento da regra e o peso do trabalho do STJD.

Por fim, o STJD julgou o recurso do Vasco, que tentava anular o resultado do jogo contra o Atlético-PR. Representante do Cruzmaltino, a advogada Luciana Lopes argumentou que o clube paranaense era responsável pela segurança e que o jogo ficou paralisado por mais tempo, por 73 minutos, que o Regulamento Geral das Competições permite (60 minutos). O Tribunal mais uma vez foi unânime e negou o pedido do clube carioca. Desta forma, o rebaixamento do Vasco para a Série B está consolidado.

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