Por pedro.logato

Catar - História e Cazuo Matsumoto parecem andar de mãos dadas. O mesatenista gosta de alcançar marcas inatingíveis no esporte nacional. Nesta quinta, mais uma vez, ele faz isso ao ser o primeiro brasileiro a jogar o World Tour Grand Finals, em Dubai, no Catar. O torneio, que reúne os 16 melhores jogadores do ano, distribui R$ 2,38 milhões em prêmios. Cazuo estreia contra o francês Abdel-Kader Salifou.

Mesatenista vai participar de torneio em DubaiDivulgação

“Acredito que tudo pode acontecer no torneio. Sempre vou com o pensamento de fazer história e conseguir algo que ninguém conseguiu”, disse Cazuo, de 28 anos, que é o 58º no ranking mundial.

O ano de 2013 não será esquecido por Cazuo. Em janeiro, ele foi o primeiro jogador latino-americano a vencer uma etapa do circuito mundial, na Espanha. A conquista de melhores resultados se deu pela própria observação que estava aquém da onde poderia ir.</CW>

“Mudou um pouco de tudo, principalmente maturidade. Mudei o jeito de pensar no meu tênis de mesa, comecei a treinar com mais qualidade e focado no que eu precisava fazer no meu jogo. Alguns fatores da minha vida também ajudaram a me dar mais energia para crescer”, diz Cazuo, que viu na vitória sobre o japonês Jun Mizutani, nono do mundo, a chance de vencer os top 10.

Mas nem sempre Cazuo teve tanto prestígio no tênis de mesa nacional. Nas duas últimas Olimpíadas foi preterido e ficou na reserva da seleção brasileira, algo que doeu.

“Mexeu muito comigo. Tive que aceitar isso e me desmotivei um pouco. Pode ser que se estivesse dentro, estaria melhor hoje, mas não dá para garantir. Aprendemos com as derrotas e é um aprendizado para que em 2016 eu esteja dentro”, planejou.

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