Por rafael.arantes
A praia do Rio! Maratonas aquáticas viram sensações na Cidade MaravilhosaArte%3A O Dia Online

Rio - Um dos maiores xodós dos cariocas, a Praia de Copacabana é alvo de banhistas, atletas e turistas de todo o Brasil. A orla mais badalada da Cidade Maravilhosa é recanto de bicicletas e corridas, mas é no mar que uma competição vem se firmando a cada ano. As maratonas aquáticas figuram nas águas do Rio há bastante tempo e, principalmente de 2009 para cá, estão ganhando mais espaço graças ao circuito Rei e Rainha do mar.

"O Rei e Rainha do Mar tem tudo a ver com o Rio principalmente pela questão do ar livre. Representa poder praticar atividade física longe de academia, em contato com a natureza. Vejo muitas pessoas que procuram fazer travessias aquáticas justamente para estar longe de um ambiente fechado e nada melhor do quer ser aqui no Rio, diante de todas as nossas belezas. Não é à toa que todas as etapas são aqui no Rio", disse Rodrigo Bolinho, que participa da competição há dois anos e meio.

O circuito, que vem se consolidando como o maior entre os esportes de praia do país, está ganhando cada vez mais espaço com o grande número de participantes. São mais de cinco modalidades, além do grande "Desafio de Elite", que envolve os melhores do mundo em maratonas aquáticas (Poliana Okimoto e Samuel de Bona venceram em 2013).

Maratonas aquáticas faz atletas cruzarem fronteiras pelas águasDivulgação

Segundo Rodrigo, os treinos com mais de 100 pessoas nas águas da praia surpreendem muita gente, despertando curiosidade e interesse pelo esporte. O verão promete bombar os mares cariocas.

"A maratona é uma modalidade que chama muita atenção de banhistas e até moradores do redor das praias. Geralmente as pessoas encontram imensos grupos treinando nas manhãs de sábado e isso provoca uma curiosidade muito grande. Muita gente começa a praticar por essa questão também. No verão não será diferente, mesmo muita gente achando que pode ser a época mais tranquila do mar e sendo justamente o contrário para nós", comentou.

Início repentino na competição

O carinho pela maratona aquática, no entanto, foi uma surpresa para Rodrigo. O atleta, que costuma disputar a categoria Challenge (4 km no mar), passou a integrar a competição após iniciar seus treinos para o triathlon. Ao passar a treinar no mar, a participação no único torneio do tipo no Rio ocorreu de maneira natural.

"Comecei a treinar depois de iniciar no triathlon, quando passei a treinar no mar. Como essa é a única competição de maratona aquática que temos no Rio não tive como ficar fora. Agora já faz parte de mim", disse o atleta, que viu a prática mudar a situação de seu apelido.

Circuito Rei e Rainha do Mar virou sensação no RioDivulgação

"É muito curioso, hoje em dia é a situação inversa. Comecei a praticar atividades físicas para emagrecer. Antes de nadar eu só praticava corridas de rua, mas era bem mais gordinho. De lá pra cá que essa história mudou", concluiu.

Águas abertas: Natação em torneio estadual

De outro lado, longe das principais praias do Rio, uma variante também vem ganhando seu espaço. As orlas da Região dos Lagos se deparam com a evolução gradativa de uma vertente de um dos esportes mais conhecidos. A natação em águas abertas vem crescendo e se desenvolvendo a cada ano. Para os banhistas que curtem a distância das famosas orlas cariocas, a paixão de atletas por desafios inusitados em mares abertos vai gerar uma grande curiosidade.

"A natação em águas abertas difere, e muito, da natação em piscina. Variantes como correnteza, vento, ondulação e temperatura da água influenciam muito no desempenho dos atletas. Há também o fator navegação. Na piscina, não há como o atleta se perder, errar o trajeto da prova. Há também o fator paisagem. Dentro d'água, existe uma visão completamente diferente do lugar. Então, mesmo sendo também natação, vira um esporte diferente. Acho que isso motivou a criação", comentou o nadador Raphael Maia, que ainda projetou a chegada da modalidade nas grandes praias do Rio.

Raphael se dedica para disputar competições de natação em águas abertasCaroline Marques / Divulgação

"Nadar em praias diferentes é sempre algo que nos motiva mais. De outro lado, seria bom também figurar os principais mares que temos. Ipanema, Copacabana... são lugares perfeitos e seriam ótimos palcos", acrescentou.

A relação com as águas não é de agora. Aos 30 anos, o atleta convive com a rotina da natação há muito tempo. Nas piscinas desde os 10 anos, Raphael disputa a modalidade nos mares desde 2011 e admite que o desafio de enfrentar os mistérios dos oceanos é um dos maiores atrativos do esporte.

"O desafio de sair da piscina e desbravar os mares me motivou a começar nas águas abertas. É como desvendar o inusitado. A sensação de desafio no mar é muito maior do que na piscina. Muitas pessoas que não praticam o esporte ficam impressionadas com a maneira como nós competidores enfrentamos o mar. Muitos perguntam sobre o medo, a sensação de não ter um último recurso. Essa coragem e animação dos competidores realmente é o diferencial", finalizou.

Natação em águas abertas ganha mais espaço longe da capitalDivulgação


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