Por pedro.logato

Rio - Pelo menos nesse início de ano, está tudo dando certo para o Flamengo. Não parece que seja uma questão de sorte ou coincidência. Jayme faz um belo trabalho e já conta com um elenco equilibrado, em que os reservas são capazes de fazer boa exibição como na partida desta quartaem Moça Bonita, em goleada, de virada, por 5 a 2.

O time mostrou só uma coisa negativa: o desentrosamento e a lentidão da dupla de área González e Chicão, esse meio fora de forma. Pelo setor, o Boavista surpreendeu com dois gols de saída mas a desvantagem acabou servindo como um teste bem sucedido para o Flamengo que não se afobou, superou o calor, o gramado e virou de forma empolgante com algumas atuações muito boas — de Negueba, de Gabriel, do estreante Mugni (que promete), de Léo e até de João Paulo, com importante participação ofensiva.

Alecsandro foi um dos destaques do Flamengo na partida contra o Boavista%2C em Moça BonitaCarlos Moraes / Agência O Dia

E Alecsandro, oportunista, com três gols, quase igualou a marca de Hernane, três dias antes, mostrando que é grande reserva para o Brocador e, quem sabe, pode até fazer dobradinha com ele. Os reservas golearam, a torcida vibrou com os garotos e ficou eufórica com a liderança e a confirmação do bom elenco e da ótima fase.

FILME ANTIGO

É incrível que do América do saudoso Giulite Coutinho nunca vem coisa boa. O clube arrasta-se nas divisões inferiores sem que nenhum grupo tenha obtido êxito na tentativa de reabilitação. Agora, surgiu a expectativa de que a ODG pudesse fazer uma boa parceria, mas reinou a confusão. Acusações mútuas, debandada e todo o planejamento no lixo. Vai começar tudo de novo da estaca zero e põe zero nisso. Mas o tempo foi perdido para um clube que só faz afundar em um buraco sem fim.

QUE TRISTEZA!

Independentemente da volta de Eurico, que seria uma lástima e um retrocesso, a administração de Roberto faz tudo para que o pesadelo volte. Há um tripé de problemas que inviabilizam tudo: burocracia na tomada e execução das decisões; falta de ética na gestão pela nomeação de parentes e amigos; e a incompetência geral no gerenciamento. Ele poderia ser um grande ‘relações públicas’ e só precisaria se cercar de uma equipe de talentos profissionais. Passou longe disso.

VAMOS COM CALMA

O Fluminense, que já concordara com a antecipação do Fla-Flu, logo a seguir se frustrou com o anúncio de que os ingressos vão girar em torno de R$ 100, o mais econômico. Tudo bem que os grandes clássicos, as decisões tenham preço diferenciado, mas um Fla-Flu morno em época de pré-carnaval não pode ter preços estratosféricos. Mesmo considerando-se o festival de gratuidades e de descontos. A torcida tem meios de protestar sem violência. Basta não comparecer ao estádio.

MEIA SOLA

Há pouco tempo, jogador brasileiro só saía para a Europa se já estivesse consagrado como Zico ou, na outra ponta, fosse um garoto de futuro, como Ronaldo, que poderia, depois, dar um grande retorno financeiro. As coisas estão mudando um pouco com a crise europeia. Até na Itália é fácil perceber que os clubes buscam brasileiros de nível médio, no meio da carreira e que saem, às vezes, por empréstimo. Isso é uma boa prova da falta de renovação no futebol europeu.

AS DROGAS QUE DESTROEM TUDO

No cinema, a história real de Jordan Belfort, interpretado por Leonardo Di Caprio, mostra a sua decadência pelos excessos. Na vida real, o excelente ator Philip Seymour Hoffman, liquidou-se com o vício da heroína. No futebol, mesmo que considerando-se só o álcool, não deixa de ser triste o drama de Adriano e Jobson. E nesse balaio com tanta gente ilustre, como não lembrar do campeão das piscinas Ian Thorpe, que acabou na sarjeta?

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