Márcio Guedes: Futebol não combina com violência

Flamengo jogou com excesso de vontade contra o time mexicano

Por O Dia


Rio - Amaral foi, na verdade, mais trapalhão e imprevidente do que desleal.Mas a sua entrada no corpo do adversário pode ser caracterizada como um ato de violência. O que nada tem a ver com futebol. Os times brasileiros já entram nessas partidas da Libertadores achando que precisam se impor de saída e confundem tudo, com o agravante de que agem com espalhafato, sem pudor e facilitam a decisão dos árbitros de puxar o cartão vermelho.

Naquele jogo de estreia do Botafogo, Edilson também começou rachando, deu carrinho violento em um equatoriano e só levou o amarelo porque o jogo era no Maracanã e o árbitro foi condescendente. Fica o alerta de que, daqui por diante, esse tipo de atitude, como a de Amaral e Edilson, poderá comprometer seriamente todo o trabalho e inviabilizar um bom resultado. Os treinadores têm papel fundamental nessa história e devem advertir os jogadores que se consideram espertinhos ou aqueles que, por nervosismo, ajam de forma equivocada. Em León,o Flamengo começou a perder aos 12 minutos de jogo.

Amaral foi expulso no início e o Fla perdeu para o León na estreia da LibertadoresEfe

COMPLICADO

Não se pode dizer que o Flamengo jogou mal no México até porque enfrentou bravamente as adversidades e ameaçou nos contra-ataques. Poderia ter empatado, assim como perdido por goleada, mas o jogo mostrou que o time está focado, apesar dos exageros, e que se nivela à média da Libertadores. Tem plenas condições de ganhar os três jogos no Maracanã e se classificar, mas ainda falta algum talento, principalmente na criação de jogadas. E a zaga continua com seus vacilos.

O FIM DA PICADA

Aumentam os rumores de que Eurico e Roberto andam unidos para, cada um, manter o seu feudo e as benesses de uma forma de exercer o poder que só os beneficia, nunca ao Vasco ou ao cidadão comum. Há indícios de que o grupo de Eurico limpa a barra de Roberto no Conselho Fiscal — em troca de apoio eleitoral a Eurico que, de quebra, ainda melhora as condições para a reeleição de Roberto como deputado. Que beleza! Avilta-se o passado e o presente em nome de futuro doloroso.

ATÉ QUE ENFIM!

Afinal, os reservas do Botafogo deram uma dentro, mesmo com dificuldades e debaixo de temperatura altíssima. A saída de Renan e as entradas de Bolatti e Junior César deram mais força ao time que estava meio acabrunhado com os péssimos resultados. Houve mais empenho e, principalmente no segundo tempo, o Botafogo já jogou como grande. Com os titulares nos dois próximos jogos, a coisa vai melhorar na tabela, mas, para ir às semifinais, só se o time principal for mais acionado.

É SÓ ESCOLHER

Vários filmes de bom nível no cardápio. Só um deles ficou longe da corrida pelo Oscar até por ser muito recente — ‘Caçadores de obras-primas’, que tem o apelo de elenco com Matt Damon, Cate Blanchet e George Clooney, este também na direção. Trata-se de história curiosa, mas real da Segunda Guerra. Em alto nível, colocam-se o drama inglês ‘Philomena’, com Judy Dench, ‘Nebraska’, com Bruce Dern’, e ‘Ela’, do cultuado diretor Spike Jonze, com a bela Scarlet Johansson.

PAULO ANDRÉ REVIVE A SAGA DE AFONSINHO

Quem conhece a história do futebol sabe a importância de Afonsinho, jogador do Botafogo que desafiou cartolas pelo direito de usar barba e de ter ideias revolucionárias. Foi considerado maldito. Agora, Paulo André, no Corinthians, comandou o Bom Senso FC e acabou negociado para o exterior, mas a sua briga terá seguidores e ele continuará influindo. Ninguém liquida o bom senso.

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