Feras do NBB conhecem histórias de superação de vida

Olivinha, Valtinho e Paulão Prestes visitam o Hospital Sarah Kubitschek e batem bola com cadeirantes: 'O melhor é ver a alegria deles'

Por O Dia

Ceará - O basquete vai além das quadras e das competições em Fortaleza. A modalidade é usada como ferramenta de reabilitação no Hospital Sarah Kubitschek, que trata pacientes (média de 120 a 130 mil atendimentos por mês) com lesões na médula e no cérebro. Atualmente, o hospital conta com 34 cadeirantes jogando basquete, alguns com passagem por Seleção e torneios oficiais. Nesta sexta-feira, Olivinha, do Flamengo, Valtinho, do Uberlândia, e Paulão Prestes, de Franca, visitaram o Sarah Kubitschek, em ação social do Jogo das Estrelas do NBB. O trio distribuiu brindes, bateu bola e conheceu um pouco a história de pessoas que encontraram no esporte uma maneira de encarar as dificuldades impostas pela vida.

Olivinha%2C Valtinho e Paulão Prestes visitam o Hospital Sarah Kubitschek e batem bola com cadeirantesDivulgação

As feras do NBB foram recepcionadas por Francisco Ferreira, de 55 anos. Ele teve de superar um trauma de um assalto, quando foi baleado e perdeu os movimentos das pernas. Francisco demorou a aceitar que teria de se locomover com a ajuda de cadeira de rodas: "Passei um ano para sentar na cadeira", diz.

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O Sarah Kubitschek ajudou Francisco no processo de reabilitação: "O Sarah me devolveu a vida", acrescenta. O basquete foi uma ferramenta importante no processo de reabilitação. Ele admite que não conhecia a modalidade a fundo e que até "apanhou" quando passou a praticá-la. Hoje, não vive sem a modalidade.

"O basquete mudou a minha vida, fez com que voltasse a viver novamente. O basquete ajuda até a namorar melhor", declara Francisco, que pratica a modalidade desde 2001.

Francisco bateu bola durante visita dos craques do basqueteDivulgação

Experiência inesquecível

Olivinha, Paulão Prestes e Valtinho chegaram de mansinho, mas logo se enturmaram. O trio rapidamente começou a conversar e a se divertir. Os astros do NBB toparam o desafio e, em cadeiras de rodas, disputaram um animado jogo.

"O melhor é ver a emoção e a alegria deles. Eles falam que com o basquete aprendem a viver e a se integrar", disse Valtinho.

Depois, o trio participou de brincadeiras com objetivos de distribuir brindes, como camisas e ingressos para o Jogo das Estrelas.

* O repórter viaja a convite da organização do evento


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