Márcio Guedes: Humildade e brio salvaram o Botafogo no clássico

Com reservas, Glorioso destroça a lógica

Por O Dia

Rio - A lógica foi destroçada e o franco favorito Fluminense acabou surpreendido por um humilde e determinado Botafogo, que acabou encontrando uma vitória com números largos por vários motivos: uma garra que ainda não se vira no Carioca, o temor de sofrer um resultado desonroso diante de um poderoso adversário e uma postura tática correta, muito fechada na defesa e apostando nos contra-ataques.

Estrela de Henrique brilhou no MaracanãAndré Mourão / Agência O Dia

Como foi favorecido por um inesperado gol de Henrique na fase inicial, essa vantagem desarticulou o Fluminense, que deu espaços ainda mais generosos na etapa final. O Botafogo soube aproveitar muito bem, principalmente porque apostou em Gabriel e Jorge Wagner no segundo tempo e, depois, em Lodeiro.

Os gols de Henrique e Bolatti (que merece uma vaga de titular) liquidaram o jogo e o Fluminense ficou sem saída, incapaz até de aproveitar um pênalti bem defendido por Helton Leite, um dos destaques do jogo. O Botafogo surpreendeu e provou que não há grandes diferenças no futebol, ainda mais em clássicos, mas o Fluminense, um tanto indolente e confuso, colaborou.

Sem turbulências

O Flamengo ganhou sábado do Resende com segurança e tranquilidade, mais ou menos como se tornou rotina no Carioca. Não poupou os titulares que mandaram bem o seu recado. Aliás, mesmo nas raras vezes em que apelou para reservas, não houve queda. O Flamengo, com qualquer time, mostra boa organização em campo, seriedade e empenho e jogadores como Alecsandro vão se impondo. A Libertadores é o maior objetivo e o Fla escolheu o melhor caminho.

Não faltou emoção

Seja pelas muitas jogadas nas duas áreas, pelas falhas em lances decisivos ou pelos gols, Vasco x Cabofriense foi um jogo movimentado e reservou grandes dificuldades para o time da casa. O gol inicial de Edmilson fez prever facilidades, mas nada disso aconteceu. Com as falhas de Jomar, a virada veio ainda na fase inicial e, sufocado, o Vasco voltou do intervalo a toda pressão, com a entrada de William Barbio. Pouco adiantou e a derrota deixou o Vasco a perigo na tabela.

A nova Rússia

Vladimir Putin pode não ser uma figura simpática e certamente ainda abusa de métodos radicais para conter certa oposição, mas está antenado com o novo papel da Rússia no mundo, aberta ao capital produtivo, às empresas estrangeiras e a espetáculos que promovam um novo país, com grandes eventos esportivos, incluindo a supercapitalista F-1. Não mediu esforços para fazer da Olimpíada de Sochi algo monumental e certamente vai colher benefícios políticos.

Festa magnífica

Os russos se superaram e mostraram uma cerimônia de encerramento da Olimpíada de Sochi exuberante e inesquecível, seguramente a mais espetacular da história desse evento em especial e até de algumas olimpíadas tradicionais. Eles conseguiram algo difícil, próximo do ideal: misturar, na dose certa, grandiosidade e simplicidade com emoção, dando ênfase à parte cultural incomparável, no balé, literatura, música clássica e circo. A lágrima do ursinho Micha no final foi de tirar o fôlego.

Barcelona não é mais o mesmo

O mundo muda, o futebol se recicla e o grande Barcelona já não é mais o mesmo - pelo menos - nesse momento. Claro que o time, com um elenco magnífico, pode reagir a qualquer momento. Mas há certa instabilidade no ar e talvez temores para evitar lesões pela proximidade da Copa. Com Neymar mal, o Barça perdeu para a Real Sociedad. Será uma prévia dos problemas da seleção espanhola?

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