Por pedro.logato


Rio - Tanto o Flamengo quanto o Botafogo passam esta noite por uma jornada fundamental na fase de grupos da Libertadores. A razão é simples: no grupo do Flamengo, o León saiu na frente e é forte candidato à liderança, enquanto os bolivianos são o elo mais fraco. Flamengo e Emelec, já velhos conhecidos de guerra, dão a impressão de que disputam a segunda vaga e como o primeiro jogo entre eles é nesta quarta, no Maracanã, o Flamengo tem obrigação de vitória se quiser ter boas chances.

Hernane pode fazer sua última partida pelo FlamengoMárcio Mercante / Agência O Dia

Principalmente porque já perdeu o jogo de estreia. As possibilidades de vitória são excelentes pelo fator campo e porque o Flamengo é mais time. O Botafogo também tem no Unión Española o seu maior rival na busca por uma vaga, considerando-se o San Lorenzo o elo mais forte e o Del Valle, do Equador, o mais descartável. A missão do Botafogo é mais difícil porque o estádio Santa Laura é acanhado e qualquer adversário sofre por lá. Mas também como o Flamengo, o Botafogo pode se considerar superior ao rival — tem a vantagem de já ir com uma importante vitória na estreia contra o San Lorenzo.

O TIME BIPOLAR

Já virou lugar comum, mas não importa, pois a expressão ‘bipolar’ caracteriza bem as atuações do Botafogo na média e isso inclui até mesmo os titulares. No primeiro jogo, contra o Deportivo Quito e, depois, contra o Volta Redonda, viu-se um bando desarvorado e castigando a bola. Mas em outros dois dias no Maracanã, também contra os equatorianos e contra o San Lorenzo, as exibições foram de gala para 85 mil pessoas no estádio. Qual será o Botafogo de hoje?

Wallyson é a esperança de gols do BotafogoErnesto Carriço / Agência O Dia

SOB TENSÃO

A torcida do Flamengo vive momentos de tensão e de certa insegurança em relação ao futuro próximo. Já perdeu Luiz Antonio e Elias. Agora, pode chegar a vez de Hernane, de forma inesperada. Ele faria muita falta, pois não é qualquer um que marca tantos gols e mostra frieza nas conclusões. O elenco ainda é bom, mas convém não variar tanto. A hora pode ser de Alecsandro, jogador que costuma subir como um cometa e depois cair com a mesma rapidez.

A VEZ DAS TOLICES

Há muita gente por aí ridicularizando a participação dos brasileiros na Olimpíada de Sochi. Das redes sociais, espera-se tudo, até porque o humor é livre. Mas quando gente pretensamente séria diz que o Brasil não tem nada a fazer numa olimpíada de inverno só porque aqui não tem neve, pisa na bola. A tecnologia atual permite adaptações e o intercâmbio facilita tudo. Aqui do lado, no Chile, há plenas condições de treino. Nossos atletas foram bravos pioneiros e não merecem ouvir tolices.

A PERDA

A anunciada venda do atacante Hernane dói na torcida do Flamengo por muitas razões. O Brocador tem sido recordista de gols, não sentiu o peso da camisa e é uma pessoa simples que não cria problema com os companheiros, além de simpático a todas as torcidas. A diretoria só deveria liberá-lo por valores altos para que depois não bata arrependimento. O caso de Vitinho no Botafogo ainda está bem recente e as consequências foram lamentáveis.

O CAMPEÃO BRASILEIRO MOSTRA A SUA FORÇA

Os clubes brasileiros são, pelo menos em tese, os mais habilitados a, mais uma vez, ganhar a Libertadores. Até pela fragilidade dos concorrentes, incluindo os argentinos. E entre os brasileiros, o Cruzeiro é o mais forte, com excelente elenco e bem comandado por Marcelo Oliveira. Tropeçou fora, na estreia mas, ontem, atropelou o Universidad de Chile (5 a 1) e mostrou sua força. Deve ir longe.

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