Por pedro.logato

Rio - Se as atuações das seleções nas dezenas de amistosos, a três meses da Copa, fossem consideradas uma espécie de feira de apresentação dos produtos top de linha, não há dúvida de que o Brasil fez o melhor trabalho e reforçou o seu favoritismo, mesmo sem considerar que jogará a Copa em casa. Tudo bem que Portugal foi muito bem na goleada (5 a 1) sobre Camarões, mas a seleção do grande Cristiano Ronaldo não é séria candidata ao título.

A Espanha continua bem cotada, mas teve dificuldade contra a Itália. A festejada Alemanha viu que o Chile pode se transformar em uma boa zebra no Mundial. Outra seleção badalada, a Holanda perdeu longa invencibilidade para a França.

A Argentina decepcionou no 0 a 0 com a Romênia e também Suíça e Croácia, nosso adversário na primeira fase, ficaram no empate. Nenhum brilho especial, ao contrário do Brasil, que, apesar de pegar uma galinha morta, fez questão de mostrar força com Neymar exuberante e a defesa segura de sempre. No momento, o Brasil navega em mares tranquilos e faz muito bem o seu dever de casa.

Jogadores do Brasil comemoram o gol marcado por OscarReuters

PASSEIO

O Fluminense alegrou sua torcida com uma exibição convincente, digna do Maraca e mais ainda se formos projetar a força do time daqui para a frente. Bruno fez um golaço, Marco Júnior também e o de Walter só confirmou a sua facilidade para marcar porque a trajetória da bola era difícil e ele pegou de primeira com uma espécie de chicotada muito bem calculada. Com Walter, Fred e Conca no pique e, principalmente, se contratar um grande zagueiro, o Fluminense irá longe.

EMBALADOS

Vasco e Fla confirmaram a ascensão e, cada um a seu modo, só esperam o tempo passar para começar as semifinais. O Flamengo se dá ao luxo de mesclar o time sempre de uma forma inteligente lançando reservas na hora certa. Contra o Bonsucesso, Negueba e Nixon (foto) entraram bem e liquidaram a partida. E o Vasco, de forma menos organizada, usa bem o elenco inchado e Adílson mexe para sacudir o time. Thalles é um talismã, mas na quarta, Edmílson é que foi decisivo.

VAZANTE

Será que é tão difícil entender por que o jogo do Flamengo, líder do Carioca e virtual campeão da Taça GB, leva apenas 375 pagantes ao estádio? Vamos lá: dois times da cidade do Rio jogando em Volta Redonda às dez da noite de Quarta-feira de Cinzas com o Fla já classificado. Reservas em campo e a certeza de joguinho de má qualidade. Falta de segurança e ingressos caros só pioram essa mistura. Isso se repete com outros grandes, mas com o Flamengo fica mais chocante.

O BOM FILHO

Muitos ainda duvidam que ele seja mesmo um bom filho, mas Luiz Antônio (foto) é cria da casa, vinha evoluindo muito, tornou-se titular absoluto e a sua quase saída foi um tormento para todos. Ele foi mal assessorado por empresário, entrou com várias ações na Justiça, falou como se já tivesse sido negociado para o exterior e acabou vítima de um naufrágio. Tomara que se recomponha na Gávea, mas espera-se também que o Flamengo não insista em ser mau pagador.

UM BOM MOMENTO DO CINEMA

Depois da boa festa do Oscar, o saldo foi de uma noite previsível, é certo, mas em que prevaleceu a justiça com a premiação histórica de ‘12 anos de escravidão’, o reconhecimento à criatividade de ‘Gravidade’ e a um grande filme italiano ‘A grande beleza’. Tudo embalado pela melhor apresentadora de todos os tempos, Ellen De Generes, precisa e engraçada. Hoje já há duas boas novidades: o drama com Robert Redford perdido no mar ‘Até o fim’, e o curioso relacionamento de Walt Disney com a autora de Mary Poppins.

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