Por nara.boechat


Rio - Felipão esteve na Sapucaí na noite deste sábado para acompanhar os desfiles das campeãs do carnaval do Rio de Janeiro. Às vésperas da Copa do Mundo, o técnico foi alvo de perguntas sobre a lista dos 23 convocados, que sairá no dia 7 de maio. O treinador também foi questionado sobre a participação do goleiro Júlio César, titular da seleção, em torneio de futebol society, neste sábado, e mostrou não se importar com a atitude do jogador do Toronto FC.

"Não me preocupa nada. Se o cara come um cachorro-quente e tem dor de barriga, ou se toma uma bebida e não aparece... Não me preocupa nada disso. Se eu tenho meu time, minha seleção, se eu não tenho A, eu coloco B. Eu tenho que decidir na hora que eu vou convocar. Esse é meu trabalho", disse o técnico da seleção brasileira, que encontrou Zagallo e o zagueiro Réver no camarote onde esteve.

Zagallo e Felipão batem papo durante desfile das campeãs do carnaval do RioFelipe Panfili / AgNews

A menos de dois meses do anúncio da lista final para a Copa do Mundo, Felipão revelou que vem sofrendo vários tipos de lobby por convocação. O treinador até mostrou um papelzinho que recebeu de uma criança em um restaurante.

"Recebi de uma menina em um restaurante. Ela disse assim: 'Felipão, o senhor é o melhor treinador do mundo. Se Deus quiser, nosso querido Brasil será campeão. Se não tiver jeito, convoca o Tardelli'. Ela devia ter uns seis, sete anos. Não sei se vou atender ao pedido, vou atender meu pensamento. Mas só para você ver que a gente recebe toda hora retorno do público".

Os recentes episódios de racismo no futebol brasileiro também entraram na pauta. Felipão entende que o assunto deve ser ignorado, para não dar 'moral' para 'imbecis' e 'babacas'.

"Eu acho que todo mundo está dando muita ênfase para uma bobagem. É bobagem. São uns imbecis que fazem isso. Vocês não deveria nem comentar, nem dar uma oportunidade de esses caras ficarem grandes. Não tem debate, isso não existe. Todos nós somos iguais. Não tem cor, não tem credo diferentes que nós faça diferente. Agora, se com essas pessoas que não têm um pingo de educação vocês ficarem dando moral... Esqueçam. Não dêem nada a eles e eles vão acabar dormindo no cantinho, quietos. Essa é minha opinião, peço desculpa se é diferente dos outros", disse Felipão, que não acredita em punição para os atos racistas.

"Não adianta punição. Não adianta ficarmos falando sobre isso. Eles vão mudar? Não vão. Deixa eles com essa ideia. Continuem sendo uns babacas e acabou", concluiu o treinador da seleção brasileira.

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