Por victor.abreu

Rio - O clássico de hoje, entre Fluminense e Vasco, até pode ter público razoável, pois os dois clubes não disputam a Libertadores, estará em jogo o segundo lugar no Carioca e a possibilidade de só pegar o Flamengo na final.

O Tricolor tem não apenas a vantagem do empate, mas também um time que, embora oscile, exibe melhores valores individuais e jogadores que podem decidir em uma ou duas jogadas, como Conca, Walter, Fred e Rafael Sóbis. Eles não estão no melhor da forma, mas, juntos, podem ser decisivos e se transformarem em grife no futebol carioca.

Já o Vasco não permite maiores esperanças. Adilson Batista fez um treino secreto que, aliás, raramente dá certo. Tudo indica que, pelo menos, em parte do jogo, o Vasco pretende sufocar o Fluminense com um jogo de abafa juntando três jogadores na frente — Everton Costa, Edmilson e Reginaldo.

O problema é saber se o time terá intensidade para ocupar muitos espaços, incluindo na marcação, e conseguirá individualmente aproveitar ataques massivos. Não é jogo de vida ou morte, mas a vitória dará bela vantagem nas finais.

DOIS DESTAQUES

Pelo que se viu no bom jogo Grêmio 0 x 0 Newell’s Old Boys os dois estão entre os mais cotados para o título. O Grêmio mereceu a vitória pelo segundo tempo com duas incríveis oportunidades perdidas, mas, no conjunto, a partida foi excelente, com grande movimentação coletiva e empenho.

Ambos têm destaques individuais como Maxi Rodriguez, no time argentino, e a nova garotada gremista em torno de Zé Roberto. Um jogaço com dois times capazes de erguer a taça.

SEM NOÇÃO

O problema do lateral Edilson pode ser mais grave do que se pensa. Tecnicamente é um jogador apenas sofrível, que tem na vontade e na força as melhores armas. Mas nem sempre isso resolve e Edilson se perde completamente quando a coisa não funciona.

Sem autocontrole, ele tem atitudes intempestivas e violentas — é uma bomba sempre ativada para explodir. Como confiar em um profissional assim e que há anos não consegue se segurar?

OBA-OBA

Algumas autoridades andam se gabando da recente inauguração de arenas como se estivessem fazendo algo monumental. Em Manaus, houve muitas congratulações entre políticos e dirigentes porque o estádio foi entregue três meses antes da Copa.

E nesse ponto a mala do Jérôme Valcke estava certo ao dizer que não se podia comemorar um furo em relação ao prazo prometido, dezembro de 2013. Ninguém pode ficar feliz com atrasos, ainda mais com problemas estruturais e no entorno.

MOMENTO DIFÍCIL

O Fla tem uma missão difícil que será a de conciliar as finais do Estadual com a parte decisiva de grupos na Libertadores e tudo ficou mais complicado como os pontos já perdidos para o Léon e, principalmente,para o Bolívar em casa. Na Copa do Brasil, o time se superou mais na vontade do que na técnica e agora na Libertadores há um leve relaxamento.Claro que a perda de Elias também é um problema até porque Elano não vem dando ao meio-campo o necessário dinamismo.

O PARAÍSO FICOU COM TERRENO MINADO

Quando tantos imaginavam que o êxito do vôlei brasileiro nos últimos anos era só em função do talento dos jogadores e da competência dos dirigentes, suspeita-se de que houve algo mais e muito nebuloso.

A velha tática da intermediação nas verbas dos patrocinadores — que já liquidou Ricardo Teixeira e gente graúda na Fifa — aparentemente foi utilizada na CBV em mais um escândalo nacional. Parece que ninguém escapa.

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