Fabi: A Garota do Rio

Aos 34 anos, a carioca Fabi é movida por finais como a diante do Sesi, ela disputa a sua nona decisão seguida da Superliga pela Unilever

Por O Dia

Rio - Aos poucos, Fabi vai preparando a cabeça e se planejando para a aposentadoria, mas é difícil imaginar a vida sem a rotina de decisões nas quadras. Aos 34 anos, consagrada como bicampeã olímpica, ela ainda vibra com cada final na carreira. Com torcida de sobra, que inclui desde os amigos dos tempos de Irajá até fãs do Brasil inteiro, essa ilustre carioca briga neste domingo, às 10h, no Maracanãzinho, por mais um título da Superliga de vôlei. Será a sua nona final seguida pela Unilever, agora diante do Sesi.

“É gostoso chegar na decisão e ter de novo o sentimento de frio na barriga, ver o ginásio lotado e contribuir para o time, com uma ação ou uma palavra. Entendo por que a Fofão, aos 44 anos, não parou, depois de ter conquistado tanta coisa no vôlei. É difícil deixar de viver esses momentos”, comenta.

Fabi decide mais um título da SuperligaCarlos Moraes / Agência O Dia

Além das nove finais pela Unilever, com seis títulos conquistados, Fabi disputou o título da Superliga na temporada 2000/01, pelo Vasco. “Tinha 21 anos. Perdemos para o Flamengo, mas tínhamos um grande time. A Fernanda (Venturini) tinha acabado de engravidar. Naquela época, eu não tinha ideia se aquela poderia ser a minha primeira e única decisão. Mas queria viver mais momentos como aquele”, lembra.

Depois do Vasco, a líbero passou por Campos até ser contratada pela Unilever, em 2005, sob o comando de Bernardinho. “Tinha o sonho de jogar aqui e foi além da expectativa. Seria doloroso uma dia ter que enfrentar a Unilever. Tento agradar ao máximo ao ‘tio’ quando estou jogando para que essa possibilidade não surja”, diz, bem-humorada.

Além de comandante no clube, Bernardinho dá dicas para Fabi fora das quadras, no início de sua carreira como palestrante. “Ele brincou dizendo que terá concorrente, mas estou longe disso. Tenho que abrir possibilidades porque, quando estiver mais perto de parar, quero que seja uma decisão menos dolorosa”, ressalta ela, que retomou os estudos e se imagina jogando por mais uns cinco anos.

Enquanto esse dia não chega, a turma de Irajá, onde Fabi cresceu, aproveita para vê-la em ação.

“Temos um encontro anual dos amigos. Todos casaram e tiveram filhos. Eu casei com o vôlei e tive umas medalhas”, brinca, sentindo-se privilegiada por atuar no Rio. “Nem todo mundo pode jogar perto dos amigos. Já fui pelo interior, mas não saí do estado.”


Colaboração de Luisa Caruso

Últimas de Esporte