Por bernardo.argento

Rio - A um pouco mais de uma semana para o início da Copa, a coluna se despede dos leitores. Foram 32 edições que anteciparam o clima do Mundial. Em breve, o Brasil abrirá suas portas para torcedores de todo o planeta — isto pode ser comprovado pelos números da compra de ingressos por países, divulgada pela Fifa. Depois do Brasil, quem mais adquiriu entradas foram EUA, Alemanha, Inglaterra e Argentina.

A Fifa leva em consideração residentes nesses países. Especialistas garantem que, no caso dos EUA, por exemplo, 80% dos ingressos foram comprados por latinos. A lista da Fifa também aponta as nações que compraram menos, entre elas Vanuatu, Albânia, Ilhas Falklands, Burkina Faso, Somália e Camboja. Até o Vaticano, com quatro ingressos, está na relação. Será que o Papa Francisco vem aí?

Depois do Brasil, quem mais adquiriu entradas para o Mundial foram EUA, Alemanha, Inglaterra e ArgentinaDivulgação

Recordar é viver

Há 84 anos, o mundo via pela </MC>primeira vez uma Copa. Coube ao Uruguai organizá-la em tempo recorde: 1 ano e 5 meses. O Estádio Centenário começou a ser construído em janeiro de 1929 em um terreno cedido pela prefeitura de Montevidéu, em um parque público. O projeto inicial era para 102 mil pessoas, mas o tempo curto mudou os planos e os engenheiros refizeram os cálculos para 70 mil.

Mas o estádio não ficou pronto a tempo e os organizadores improvisaram: no dia 11 de julho, o Centenário, ainda com muitos vergalhões à mostra, recebeu apenas a festa de abertura, um desfile das delegações. O primeiro jogo, entre França e México, foi transferido para o acanhado Estádio de Pocitos. O custo da construção, de apenas 1,5 milhão de dólares, foi considerado a grande vantagem. Sete anos antes, os ingleses haviam gasto três vezes mais para fazer Wembley e choveram críticas.

Em campo, a Bolívia protagonizou um episódio inusitado. Na estreia na Copa, contra a Iugoslávia, cada jogador vestiu uma camisa com uma letra, para formar a frase ‘Viva Uruguay’, em homenagem aos anfitriões. Um dos atletas que vestia a letra U não se apresentou a tempo para a foto, que registrou ‘Viva Urugay’, um ato que hoje poderia ganhar conotação polêmica.

Reportagem: Flávio Almeida

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