Por pedro.logato

Rio - A boa atuação de alguns reservas nos últimos treinos da Seleção, com destaque para Willian, a possibilidade de novas experiências e o teste diante de um adversário sofrível, além da natural curiosidade de um amistoso a nove dias da estreia na Copa. Tudo isso merece a atenção do torcedor na tarde de hoje. Não se espera, evidentemente, um show de bola, até porque não é hora de esforço total e é fundamental que os jogadores se poupem, até para evitar lesões. Mas não custa sentir como está, no momento, esse time que brilhou no ano passado na Copa das Confederações e recebe a justa condição de favorito.

Mesmo sem Thiago Silva, poderá ser uma experiência útil com Dante e, no meio-campo, talvez seja interessante observar a diferença tática entre dois jogadores de características diferentes — de saída, Ramires e, depois, Hernanes. Willian seria uma atração, embora Felipão, de qualquer forma, deva começar a Copa com Oscar e o seu conhecido time-base. Seria surpresa qualquer mudança significativa, mas é bom que se agite um pouco. Calmaria, mesmo bem-vinda, pode induzir à acomodação.

Ramires foi escalado como titular em treino desta segundaDivulgação

A COBRANÇA

Alguns estranharam as cobranças de Felipão no treino de domingo e houve até quem exagerasse na repercussão. Parecem não conhecer direito o homem. Tudo foi característico do estilo Família Scolari. Ele não quer deixar a peteca cair nem a maré mansa de ‘tudo está certo’ provocar um otimismo exagerado. Felipão sabe que os titulares não podem se sentir muito descansados e que é normal o maior empenho dos reservas. Por isso, fez o seu adequado e oportuno jogo de cena.

PONTO CRÍTICO

O Vasco vive um dia-chave para definições. Primeiro, na tabela do campeonato. O time está mais próximo da zona de rebaixamento do que do topo. Um mau resultado complica de vez as chances de recuperação depois da Copa e certamente provocará a queda de Adilson Batista. Independentemente do resultado, a situação do treinador não é boa e ele parece ter perdido, além do entusiasmo, a confiança dos dirigentes. Mas, com esse elenco, não há santo que dê jeito.

A DESPEDIDA

Wallim Vasconcellos jogou a toalha e, se é verdade que estava tudo previsto há muito tempo, a data escolhida vincula sua decisão à humilhante derrota para o Cruzeiro. Ele sai depois que Pelaipe também se afastou e que perdura inegável crise política. Wallim prometeu que o Fla fará grandes investimentos nas próximas semanas e que Bandeira formará um time poderoso para o resto do Brasileiro. Será? A torcida acredita, mas isso contraria todo o planejamento desse grupo.

AVANÇOS

Vagner Mancini conseguiu, em pouco tempo, avanços importantes no Botafogo e que ficaram evidentes nos dois bons resultados em São Paulo que fizeram o time recuperar sua autoestima. Voltaram a motivação e também a organização tática. O Botafogo agora se coloca bem quando se defende e sabe exercer uma marcação forte tanto na saída de bola do adversário como nas imediações de sua área. Falta muito, mas o time dá a impressão de que não vai sofrer para não cair.

O BRASIL PERDEU UM GRANDE CRAQUE

Quem viu Marinho Chagas em campo sabe que ele era craque de verdade. Já começou arrebentando na estreia no Botafogo, em 1972, com um golaço de falta e, depois, mostrou grandes qualidades no apoio, nos chutes a gol e foi se aperfeiçoando na marcação. Com o tempo, transformou-se em um dos gigantes do futebol brasileiro, o melhor na posição na Copa de 74. Está na galeria dos grandes ao lado de Nilton Santos, Júnior e Rildo. Pena que não soube segurar a barra depois que parou e acabou sofrendo com a bebida. Mas era uma boa figura humana.

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