Ótimo teste e atuação sem brilho da seleção brasileira

A vitória do Brasil sobre a Sérvia foi justa porque o time procurou muito mais as jogadas ofensivas

Por O Dia

Rio - Não foi nada empolgante e nada teve a ver com o show de bola que se viu contra o Panamá. Como se previa, a Sérvia foi um adversário forte, excelente na marcação, com bom toque de bola e só faltou mais força nas conclusões, embora elas tenham sido dificultadas pela categoria da zaga brasileira. Claro que foi um pouco frustrante porque faltou o brilho individual de Neymar, que não encontrou espaços para suas criações e nem soube tentar outras soluções pelos flancos. O meio-campo também exagerou nos toques para os lados e encontrou sérias dificuldades diante de uma defesa fechada. Mas a vitória foi justa porque o time procurou muito mais as jogadas ofensivas e, no, momento-chave, Fred mostrou habilidade e oportunismo.

Neymar sofreu com a marcação da Sérvia. Foi comum ver o craque brasileiro caído no chãoReuters

Na avaliação entre Willian e Oscar, ligeira vantagem para o primeiro, um pouco mais dinâmico. Espera-se mais de qualquer dos dois na Copa. No fim das contas, valeu pelo teste, pelas dificuldades e para a Seleção sentir que precisa produzir muito mais, com maior empenho. Qualquer resquício de euforia precisa ficar, por enquanto, bem longe.

Apoio total

Dia útil à tarde, chuva e frio em São Paulo, engarrafamentos e greve no metrô. Ainda assim, o Morumbi, localizado em um bairro complicado para se chegar, recebeu quase 70 mil pessoas, mais do que veremos na estreia da Seleção no Itaquerão. E o torcedor não mostrou nem ingenuidade ufanista nem rigor excessivo, apenas bom senso para apoiar. Não há dúvida de que, indignações políticas à parte, o futebol está preservado e a maioria quer ver a Copa sem confusão.

Olha o ranking

De repente, ele - o famoso ranking da Fifa - aparece de mansinho com a sua lógica meio esquisita e provocando polêmicas em toda a parte, mas sempre com um fundo de verdade. O Brasil de Felipão em terceiro parece de bom tamanho, mesmo depois da conquista da Copa das Confederações. E é salutar para manter certa humildade e deixar espanhóis e alemães tranquilos à nossa frente. É boa até a proximidade, para baixo, de seleções como as da Argentina, Uruguai e Itália.

O outro teste

Alguns grevistas em São Paulo diziam, até em tom de ironia, que a sexta-feira foi apenas um ensaio para o que irá acontecer durante o Mundial. Espera-se que não seja criado um clima de constrangimento geral porque, nesse caso, não passará disso. As medidas de segurança vão garantir os acessos aos estádios e se as cidades pararem, os maiores prejudicados serão os brasileiros que, na sua maioria absoluta, não irão aos jogos. Tudo terá sua hora para ser cobrado. Inclusive nas urnas.

Na reta final

Pelo que se viu nos últimos amistosos, Alemanha e Argentina são as seleções mais inteiras e capazes de se tornarem os maiores obstáculos para o hexa do Brasil. A Alemanha sapecou uma goleada na Armênia e mostrou Podolski e o veterano Klose muito bem, apesar da lesão de Reus. E a Argentina, devagar, vai revertendo o pessimismo interno com avanços no seu sistema defensivo e um Messi que parece uma cobra cascavel preparando o bote.

As bruxas continuam soltas. E sem piedade

Agora foi a vez de Ribéry ser cortado e privar o Mundial de um jogador de alta técnica, o melhor da França. Se Cristiano Ronaldo acabar fora, ou à meia-bomba, será Portugal a perder suas chances. E há ainda o caso de Diego Costa que não anda fisicamente bem, sem esquecer os ausentes Montes e Montolivo. Tomara que nada disso tire o brilho da Copa e que as bruxas voem longe do Brasil.

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