O que pode significar o drama?

Seleção tem se mostrado bastante nervosa durante a Copa

Por O Dia

Rio - Há duas leituras óbvias que se contrapõem para entender o que pode significar para a Seleção a passagem dramática às quartas. Em um viés que mistura psicologia e superstição pode-se dizer que foi bem-vinda porque o grupo não sucumbiu a um teste de fogo e até ao próprio nervosismo no final, expresso em choros e rostos contorcidos (até de uma forma exagerada). Seria o sinal do campeão? Mas, como aconteceu em partidas anteriores, é altamente preocupante no aspecto técnico porque não teremos sempre a mesma sorte com traves e goleiro salvadores. É evidente que a vitória foi justa porque o Brasil teve mais chances e um gol anulado de forma duvidosa.

O time foi bem um tempo, mal em outro e perdido na prorrogação. Os adversários tendem, agora, a ser mais difíceis e se não houver considerável melhora não iremos sobreviver até o fim. Felipão precisa ousar com mudanças pontuais e dar chance, na hora certa, a Maicon, Hernanes, Bernard e Willian. Enfim, descobrir qual é mesmo a nossa melhor formação.

Brasil suou para eliminar o ChileReuters

HAJA CORAÇÃO!

Essa Copa não dá mesmo refresco. Depois da tensão de sábado, eis que Holanda e México fizeram um jogo de tensão máxima que quase deu aos mexicanos uma histórica classificação. Mais à vontade no calor, com Ochoa operando milagres e aproveitando o esquema confuso da Holanda, os mexicanos quase foram ao céu. A Holanda escapou graças à categoria de Sneijder e de Robben fazendo uma virada épica. Destaque para a frieza e competência de Huntelaar no pênalti.

O FENÔMENO

Talvez seja exagero apontar James Rodriguez como craque da Copa até agora. Mas ele é o inegável artilheiro, a grande revelação e pode ser um fenômeno no Mundial.Joga muita bola, sabe lançar em profundidade, é bom driblador e ainda sabe fazer golaços, como o primeiro que marcou contra o Uruguai em um sem-pulo extraordinário que Pelé assinaria com prazer. O garoto pode aprontar contra o Brasil e será certamente um grande craque internacional em pouco tempo.

James Rodríguez vive grande momento na CopaReuters

SEM NOÇÃO

Pode-se admitir que o ‘padrão Fifa’ muitas vezes ajuda e organiza. Por isso, é até estranho que ela erre em coisas básicas e seja desatenta a arbitragem e, principalmente, a horários. Não dá para entender partidas às 13h nos estádios do Norte e Nordeste quando se sabe que é um absurdo jogar nessa hora por lá. Havia formas de atender ao fuso europeu, mudando locais ou horários. O que se viu em Fortaleza, ontem, foi um massacre que sacrificou a torcida e torturou os jogadores.

RUIM COM EMOÇÃO

Essa Copa anda tão abençoada que mesmo as partidas com nível técnico fraco trazem emoção, reações no final e muito suspense. Neste sábado, em Recife, enquanto a Costa Rica tinha condições físicas, foi um pouco melhor e justificou a sua vantagem no gol de Ruiz. Mas, a partir da expulsão de Duarte, segurou-se na raça, incluindo a prorrogação, e mereceu vencer nos pênaltis pela resistência diante da seleção grega, que esteve com o jogo na mão, mas esbarrou na própria mediocridade.

VAI SER DIFÍCIL APARECER UMA ZEBRA 

Acontecem coisas incríveis nessa Copa com circunstâncias emocionantes e inesperadas, mas é difícil imaginar uma zebra hoje, especialmente no jogo da Alemanha, muito superior à Argélia, e que joga à vontade no clima ameno de Porto Alegre. Pule de dez (vá lá, 9,9). No outro jogo, favoritismo grande da França, embora a Nigéria venha de um excelente jogo contra os argentinos. Se repetir a dose em um mata-mata e a França mostrar a apatia do jogo contra o Equador, o que é pouco provável, aí a zebrinha poderia ter uma chance.

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