Por leonardo.rocha

Rio - O Brasil soube explorar a sua melhor arma para bater a Argentina, neste sábado, no Maracanãzinho: o jogo no garrafão. Foi desta maneira que construiu o triunfo por 68 a 59 e garantiu o título do Super Desafio, torneio preparatório para a Copa do Mundo, na Espanha, que começa no dia 30.

Juntos, Nenê, Tiago Splitter, Anderson Varejão e Rafael Hettsheimeir, homens do garrafão brasileiro, somaram 34 pontos, metade da pontuação da Seleção. Splitter anotou 15 pontos, sendo o cestinha do time, e ainda pegou 12 rebotes, estabelecendo um duplo-duplo. Nenê anotou dez pontos, três a mais do que Varejão. Os alas Leandrinho e Alex ajudaram com dez e nove pontos, respectivamente.

Tiago Splitter anotou 15 pontos foi o principal cestinha do BrasilGaspar Nobrega / Divulgação/ Inovafoto


O garrafão brasileiro ainda merece destaque no quesito rebotes. Foram 45 ao todo, sendo 16 de ataque.

Pela Argentina, o destaque foi o armador Facundo Campazzo, cestinha do jogo com 17 pontos, e Bortolin, autor de 14.

A dose de rivalidade logo se fez presente no Maracanãzinho, seja nas arquibancadas, com vaias e música que exaltava Pelé e ironizava Maradona (herança da Copa do Mundo), ou na quadra, com contato físico.

O técnico Rubén Magnano repetiu a formação inicial utilizada na vitória sobre Angola, na quinta-feira, com Marcelinho Huertas, Alex, Marquinhos, Tiago Splitter e Nenê.

O Brasil continua a preparação para a Copa do Mundo, que começa no dia 30, na Espanha. No dia 8, a Seleção tem mais um torneio pela frente, na Argentina, com os donos da casa e o México.

O Jogo

De cara deu para perceber que não seria um simples amistoso. Alex e Nocioni se estranharam logo no primeiro minuto. O Brasil explorou o jogo no garrafão, com Splitter e Nenê, e também criou opções para o chute de fora. Leandrinho, que entrou no lugar de Alex, acertou um arremesso de três. O técnico Julio Lamas pediu tempo. O placar apontava 16 a 11 a favor da Seleção. O time brasileiro continuou superior, sendo perfeito nos lances livres, e venceu o quarto por 20 a 14.

A Argentina voltou melhor. O Brasil sofreu com as investidas de Campazzo e Richotti. Depois, com uma enterrada de Gallizzi, os hermanos viraram o placar (27 a 26). Magnano parou o jogo. Até então com ataque empacado, a Seleção reagiu com Alex e Splitter e foi para o intervalo em vantagem por um ponto: 33 a 32.

Varejão cumprimenta Nenê%3A dupla ajudou o Brasil a bater a ArgentinaGaspar Nobrega / Divulgação/ Inovafoto


No intervalo, espaço para homenagens. A Confederação Brasileira de Basquete entregou placa comemorativa para Tiago Splitter, campeão da NBA com o San Antonio Spurs (o troféu estava no Maracanãzinho), Marcelinho Huertas, campeão da Liga espanhola com Barcelona, e Marcelinho, Marquinhos e Felício, trio do Flamengo vencedor do Novo Basquete Brasil.

Novamente com Splitter e Nenê, a Seleção dominou o jogo, sobretudo nos rebotes, e logo abriu dez pontos de frente. A Argentina não se desesperou. O ataque brasileiro perdeu a eficiência e se enrolou. Pouco a pouco, os rivais cortaram a diferença para apenas um ponto (49 a 48).

O último quarto começou com uma sequência de seis lances livres para o Brasil. Nocioni fez falta em Leandrinho e ainda cometeu duas faltas técnicas. Leandrinho aproveitou quatro. A vantagem brasileira pulou para seis pontos. Com um toco em cima de Marcos Mata, Varejão levantou a torcida. O Brasil controlou o duelo, mas pecava nos tiros longos. Marcelinho errou dois seguidos e irritou a torcida. Substituído, ouviu vaias. Porém, logo contou com afago da torcida rubro-negra e foi aplaudido. Em quadra, a Seleção teve tranquilidade. Uma bola de três de Larry acabou com as chances dos rivais e tirou do público o grito de "é campeão".

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