Beckenbauer lamenta atuação do Brasil na semifinal: 'Pareciam crianças'

Kaiser acredita que jamais acontecerá uma goleada igual essa em outra edição de Copa do Mundo

Por victor.abreu

Alemanha - Quando jogava futebol, Franz Beckenbauer era conhecido pela sua categoria e seu talento, que ajudaram a seleção da Alemanha na conquista da Copa do Mundo de 1974. Mesmo com toda sua experiência de quem atuou na seleção nacional por 12 anos, a goleada sofrida pelo do Brasil, na semifinal do último Mundial foi uma surpresa.

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"Foi um dia muito trágico. Aquilo jamais voltará a acontecer numa semifinal de Copa do Mundo. Parecia que a Alemanha estava jogando contra uma equipe de crianças. Mesmo como alemão, foi difícil assistir ao que estava ocorrendo", disse Beckenbauer, em entrevista ao Jornal 'O Estado de S. Paulo'.

Beckenbauer ficou surpreso com o desempenho dos brasileiros diante da AlemanhaReuters

Para Beckenbauer, o setor defensivo do técnico Luiz Felipe Scolari tinha diversos 'pontos frágeis', que os alemães souberam explorar com eficiência na semifinal. Mesmo com superioridade numérica no 'ataque contra defesa', os brasileiros não conseguiram deter os avanços das Águias.

"O que é certo é que a defesa brasileira falhou muito. David Luiz, Dante e Marcelo não se encontravam, eles são grandes jogadores em seus clubes. Em alguns dos gols, via-se sete ou oito brasileiros dentro da área ou defendendo, contra três alemães e, mesmo assim, esses jogadores alemães apareciam totalmente livres na área", analisou o ex-jogador.

Para retornar ao bom futebol, Beckenbauer acha que o Brasil precisa investir nos seus jovens jogadores das categorias de base, incentivando os clubes a trabalharem melhor suas divisões inferiores.

"Apostar nos jovens, nas equipes de base. A realidade é que nós copiamos esse sistema da França. Eles apostaram nisso e funcionou. Em 1990, a França começou a preparar jovens para ter um time forte para disputar a Copa de 1998, em sua casa. É dessa geração que vem Zidane e outros. Na Alemanha, o que fizemos foi levar essa estratégia ao limite, obrigando a todos os clubes a ter escolinhas e times de base", concluiu.

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