A CBF é cada vez mais parasita

Entidade não se importa em desfalcar os clubes

Por O Dia

Rio - A CBF arrecada milhões com o patrocínio da Seleção e não tem despesas para manter uma folha mensal de pagamentos nem contratação de jogadores. Entra ano, sai ano, ela mantém a rotina, sem se importar em desfalcar os clubes e, pior, sem interromper as competições, como na rica Europa, para que os clubes não sejam prejudicados. O Cruzeiro é, então, obrigado a manter um elenco milionário para compensar as perdas muito por conta desses desfalques.

Por estar com a Seleção, Jefferson desfalcou o BotafogoDivulgação

Outros clubes, como o Botafogo, perdem valores fundamentais como Jefferson. E depois, se o time for rebaixado, a CBF irá se importar? Então, tudo isso mostra o absoluto desprezo da entidade que só pensa em faturar (para quem?) e não move uma palha para mudar um calendário caótico, impedir a saída de jogadores muito jovens e modernizar a estrutura interna das competições. É como se ela vivesse em uma redoma de vidro e explorasse somente o pouco que sobrou de bom de clubes falidos. Um rufianismo da pior espécie.

No fosso

Os jogadores do Botafogo até se esforçaram contra o São Paulo, mostraram audácia, mas esbarraram na própria mediocridade, nos desfalques, em um esquema confuso e no equívoco dos seus incompetentes dirigentes, que tiraram o jogo do Maracanã para levá-lo a Brasília, com maioria contra. O possível lucro a curto prazo pode ser corroído por uma queda à Série B, o que trará prejuízos. É um ano pavoroso para o Botafogo, dentro e fora de campo. Em 2015, será preciso uma vassourada.

Os imbecis

Vários trapalhões só fazem piorar o caos alvinegro. Fora de campo, a pressão para tirar Vagner Mancini é absurda - é o menos culpado no processo. Simplesmente não há elenco digno de um time grande. O que se fazer se, em dois jogos seguidos, dois jogadores, com comportamento imbecil, provocam suas expulsões, casos de Dankler, contra o Galo, e Airton, contra o São Paulo. É um festival de idiotices que começa nos dirigentes e termina em alguns profissionais.

Vida real

Se o Flamengo melhorou muito com Vanderlei e conseguiu bonita e significativa reação, é verdade que seu elenco é fraco e incapaz de atingir colocação à altura da grandeza do clube. Milagres raramente acontecem e a derrota para o Goiás recolocou as coisas em seus lugares. O time tem seus brilharecos, mas, na média, faz jogos medíocres como o de Cuiabá e nem o apoio de uma grande torcida ajuda. No Maracanã, tudo fica mais fácil se os ingressos não forem absurdos.

O vôlei continua como o porto mais seguro

O futebol nos derrubou, o basquete avançou, mas ficou pelo meio do caminho e, nos esportes coletivos, a estabilidade e a segurança continuam mesmo nas mãos do vôlei, incluindo até o de praia. A seleção de Bernardinho voltou a ter uma atuação impecável, atropelando a China, principalmente porque estudou muito o adversário antes, anulando os seus pontos fortes. Foi uma vitória dessas que realçam a clara importância de um grande treinador que tem o time nas mãos e que segue firme rumo ao título. Tomara que não surja um ponto fora da curva.

Rio, eu te amo

Esse filme em episódios, que faz parte de um projeto com as principais cidades do mundo, é atraente, embora todos saibam que exemplares do gênero são irregulares. Mas não dá para desprezar um filme sobre a nossa querida cidade, com suas belezas e mazelas e nomes do porte de Carlos Saldanha, José Padilha, Paolo Sorrentino e Wim Wenders. Outra boa aposta é "Era uma vez em Nova York", sobre imigrantes nos anos 20 com a presença magnética de Marion Cotillard.

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