Por fabio.klotz

Rio - Vanderlei Luxemburgo vive fase bem "light" em sua carreira, uma espécie de Joel Santana mais sofisticado e menos engraçado. Mas ele acertou o Flamengo e tem criado frases de efeito bem adequadas. A sua expressão "sair da confusão" mostrou claramente qual o verdadeiro objetivo, sem criar nervosismo e com um toque folclórico. No domingo passado, ele acertou na mosca ao dizer que o time só tinha anulado o Corinthians porque ralou o rabo na grama, condição indispensável a um grupo sem habilidade na parte técnica. Além disso, com o sistema defensivo compactado e organizado, o Flamengo, se faz poucos gols, leva menos ainda.

Além de ajeitar o Flamengo%2C Luxa ainda se destaca com frases de efeito Carlos Moraes

Vanderlei fala do que está ruim sem melindrar ninguém, o que é um grande mérito. Nesta quarta-feira, mesmo no Pacaembu, diante do Palmeiras, o Flamengo tem tudo para ganhar os três pontos, se jogar como Vanderlei tem pregado. Desse jeito, será fácil fazer prevalecer a sua própria superioridade diante de um adversário ainda desfalcado e em crise. Será um oponente desesperado, mas é jogo bom para o Flamengo com a cartilha de Papai Vanderlei.

Com cuidado

O Fluminense volta aos poucos a jogar bem, Conca e Fred se destacaram no último jogo, mas a hora é importante para evitar oscilações. Com tantos desfalques, o jogo fica traiçoeiro pela situação de lanterna do Vitória, que deve vir com fúria para não ficar na faixa de desespero. A umidade em Salvador atrapalha, principalmente se o time local impuser correria. Por isso, o Flu não pode contar apenas com a parte técnica. Assim como o Flamengo, tem que ralar na grama.

Com medo

O torcedor do Botafogo vai ao Maracanã cheio de temores, sem acreditar muito em uma teórica vantagem. O time tem jogado mal e não convence nem nas sofridas vitórias. É o pior ano desde o rebaixamento em 2002. O Bahia faz péssima campanha, mas tem reagido (fez ótima partida contra o Cruzeiro, no Mineirão, e ganhou com sobras do Figueirense). Vai jogar no contra-ataque e tem velocidade para assustar. Mancini & Cia. que se cuidem para não viver outro pesadelo.

Drama duplo

Jobson só voltou, para espanto geral, a ganhar nova chance no Botafogo porque ocorreu o reencontro de dois doentes em estado terminal: o clube vivendo uma crise, terrível, sem dinheiro, sem craques e sem liderança, e o jogador, depois de vários papelões, rejeitado em todos os lugares. Ocorre que a vida é caprichosa: às vezes, uma boia velha, meio furada, salva uma vida. É pouco provável, mas possível, que um salve o outro no curto prazo. Na fase atual, não há nada a perder.

A bola e a mão

De repente, nos programas de TV e nas redes sociais, estoura a antiga polêmica de bola na mão ou mão na bola - e quando o árbitro deve dar pênalti. Chegaram há pouco ao Brasil representantes da Fifa com determinação para marcar pênalti em qualquer toque na área. Isso é absurdo. Como é impossível, em muitos casos, avaliar a intenção, o racional seria estabelecer a regra de que, com braço levantado, pênalti. Ao longo do corpo, não. Independentemente de intenção.

Alguns desafios derrubaram o vôlei do Brasil

O Brasil foi vítima do desafio dos poloneses na sua estreia na terceira fase do Mundial. O recurso da tecnologia nos derrotou em um ponto decisivo, o que é raro até no vôlei e ainda impensável no futebol. Tudo certo porque o jogo foi equilibrado e qualquer vencedor seria justo. A Polônia foi beneficiada pelo apoio da torcida no ginásio e pelas condições físicas dos brasileiros, muito desgastados. E o péssimo regulamento do Mundial foi piorado ao decidirem que o Brasil, em vez de 48 horas, teria apenas 24 de intervalo até o jogo contra a Rússia, que será nesta quarta-feira. Virou vida ou morte, mas a seleção brasileira ainda respira na competição.

Você pode gostar