Por bernardo.argento

Rio - Rio - O futebol brasileiro perdeu um ás da cabeçada e o Flamengo, um de seus lendários atacantes dos anos 1970. Morreu nesta quarta-feira, aos 66 anos, o ex-jogador Dionísio, o "Bode Atômico", apelido que ganhou pela força de seu cabeceio.

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Dionísio morreu aos 66 anos enquanto dormiaDaniel Castelo Branco

Em 15 anos de carreira, o centroavante atuou também por Fluminense, Grêmio, Coritiba e Americano-RJ, onde parou de jogar aos 29 anos. Em sua última entrevista ao O DIA, há duas semanas, Dionísio falou de sua paixão pelo Flamengo, clube pelo qual jogou 164 vezes, marcou 62 gols e ajudou a conquistar a Taça Guanabara de 1970 e o o Carioca de 1972. Nos últimos 30 anos, trabalhava na base do clube e como olheiro.

Djalminha, Marcelinho Carioca, Paulo Nunes e Júnior Baiano foram algumas de suas descobertas. Apesar do talento para garimpar joias, foi demitido em março de 2013: “Não disseram nada, alegaram cortes".

No enterro, no São João Batista, em Botafogo, vários amigos do passado foram se despedir, entre eles Jayme de Almeida, Fred (irmão de Paulo César Caju), Gaúcho e Aloísio.
Dionísio morreu dormindo. Ele deixa a mulher, Sônia, com quem foi casado por 44 anos, os filhos Fabiano e Andreia, e três netos.

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