Por victor.abreu

Porto Alegre - Flagrada por câmeras de televisão chamando o goleiro Aranha, do Santos, de “macaco”, a torcedora do Grêmio Patrícia Moreira vem recebendo pelo menos uma manifestação de apoio. Uma página no Facebook foi criada em 14 de setembro para defender a jovem das acusações de racismo e critica o que é chamado de “hipocrisia do politicamente correto”. Mais de quatro mil pessoas já curtiram o conteúdo.

Torcedora que ofendeu Aranha quer se tornar 'símbolo' contra o racismo

Nas informações sobre a página, está escrito que ela “vai fazer você entender como funciona esse jogo doentio e hipócrita por parte desses esquerdistas de faculdades do marxismo cultural”.

Entre algumas publicações, é questionado o por que de um negro poder dizer que tem orgulho de ser negro, um gay dizer que tem orgulho de ser gay, mas um branco ser taxado de racista quando afirma ter orgulho de sua cor. Outro texto escreve “diga não à miscigenação racial. Se o povo de Israel não se mistura, a gente também tem o mesmo direito de falar sobre isso”.

Por suas ofensas a Aranha, Patrícia Moreira está sendo investigada por injúria racial, perdeu o emprego e teve de deixar sua casa devido a ameaças de estupro e morte. Em entrevista recente, a gremista disse não ser racista por já “ter ficado com um cara negro” e que quer se tornar um símbolo contra o preconceito.

O Grêmio foi excluído da Copa do Brasil pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), mas recorreu da decisão. O julgamento no Pleno da entidade ainda não tem data marcada.



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