Por fabio.klotz

Rio - O assassinato de um torcedor em Balneário Camboriú (SC) é apenas mais um episódio bárbaro e grotesco de uma violência endêmica que se agrava não apenas no mundo do futebol, mas no país. É até cansativo escrever tanto sobre isso e constatar que pouca coisa muda. No mundo esportivo, as perdas não são apenas de vidas humanas, mas do próprio prazer de ir a um estádio. O público diminui, há clássicos tradicionais com uma torcida só, a rivalidade se transforma em ódio e pretexto para o caos.

Ônibus de torcedores do Avaí foi apedrejadoDivulgação

O que pode fazer a polícia se alguns psicopatas se colocam em um viaduto sobre a estrada e jogam pedregulhos em um micro-ônibus com torcedores do Avaí que voltavam de Curitiba? É bem provável que eles sejam localizados e presos, mas haverá a necessária punição? Em muitos países do mundo ocidental seria o caso de pena de morte ou prisão perpétua sem direito a condicional. Por aqui, logo descobrirão pretexto para justificar o horror. Direitos humanos valem mais para uns do que para outros.

Sem direito a erro

Pelos cálculos mais camaradas, o Botafogo precisará ganhar sete dos 15 jogos que faltam para não ser rebaixado. Isso significa que vencer em casa passou a ser uma obrigação, e uma chance já foi perdida contra o Bahia. Nesta quinta-feira, diante do Goiás, não haverá margem para erro - ou o time começa a se levantar ou a ser degolado. Menos mal que alguns titulares estarão de volta, mas brevemente Jefferson será desfalque e Emerson amargará longo gancho. Pobre Botafogo.

Só por um milagre

É muito provável que nesta quinta-feira aconteça o retorno de Jobson, que parecia morto e enterrado para o futebol. Mas, por conta da crise profunda do Botafogo, do desespero geral e das novas promessas do atacante, ei-lo, surpreendentemente, de volta. O destino, mais do que qualquer outra coisa, resolveu ajudar e para além do Botafogo. Espera-se que a sua vida, como profissional e cidadão, seja resgatada. Se isso acontecer, será o mais novo milagre da história do futebol.

O Vasco não muda

Mesmo com o astral alegre depois da chegada de Joel Santana, o Vasco, em campo, continua decepcionando e cada vez que se faz uma previsão de liderança vai tudo por água abaixo. Por enquanto, a posição no G-4 não está muito ameaçada, mas seria bom o Vasco se colocar em zona de maior conforto para não correr riscos em uma baixa repentina. O time até que tem alguns nomes de certo nível, mas não encaixa e o esquema tático continua muito tímido. Falta confiança.

Treino muito leve

A seleção feminina de vôlei aproveitou a fragilidade de Camarões para poupar quase todas as titulares e colocar em ação as reservas, que deram conta do recado sem dificuldade. Com Camila Brait de líbero, as meninas mostraram que poderão ser utilizadas eventualmente por José Roberto Guimarães. Tandara, Natália e Carol estiveram muito bem, e o Brasil parece concentrado para fazer uma bela campanha. Tomara que, dessa vez, a final não vire, de novo, um tabu.

Felipão, Gareca e Dorival. São todos culpados?

O Palmeiras é o lanterna e vive tempos de amargura pela possibilidade de rebaixamento à Série B do Brasileiro no ano do centenário. Há uma espécie de caça às bruxas no clube e, entre os jogadores, os nomes mais visados são os de Lúcio e Valdivia. Mas desde Felipão, que jogou o clube na Segundona, passando pelo fiasco do argentino Gareca até Dorival, todos os treinadores são tosquiados. Deveriam começar pelos dirigentes sem competência.

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