Por pedro.logato

Rio - A defesa veemente do presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, aos árbitros na reunião organizada ontem pela entidade com eles, que contou com jogadores e imprensa, foi o pano de fundo para tentar dar fim à confusão nas marcações de pênalti com bola na mão. Responsável por passar a nova orientação, em agosto, o uruguaio Jorge Larrionda, instrutor de arbitragem da Fifa, deu nova palestra, inclusive mostrando o pênalti mal marcado a favor do Flamengo contra o Corinthians, para mostrar que não houve grande mudança.

Jorge Larrionda é instrutor da FifaDivulgação

“O que houve foi um telefone sem fio, uma falha na interpretação. Alguns não entenderam bem. As regras não mudaram. Os árbitros brasileiros precisam estudar um pouco mais. Precisamos minimizar os erros”, afirmou.

Na palestra, Larrionda voltou a mostrar os 26 vídeos de lances da Copa do Mundo, com a mesma explicação dada a 72 árbitros em uma reunião na Granja Comary, em agosto. Didático e interagindo com a plateia, ele repassou a nova orientação, que inclui a ação deliberada para marcar mão na bola. Ou seja, o jogador que se joga na frente do chute (ou dá carrinho) com os braços abertos assume o risco do toque, mesmo que involuntário.

Esse ponto novo foi o que causou confusão entre os árbitros no Brasileiro. “Ele falou a mesma coisa da palestra em Teresópolis. No Brasil víamos só a intenção, foi uma novidade, estamos nos acostumando. A tendência é dar uma assentada”, disse o árbitro Marcelo de Lima Henrique.

Dos jogadores, apenas Tinga (Cruzeiro), Índio (Inter), Wendel (Sport) e Fábio Santos (Corinthians) compareceram. Todos disseram que, enfim, entenderam a orientação. “No início, confundiu a gente, mas agora ficou bem claro e será mais fácil”, afirmou o lateral corintiano.

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