Por pedro.logato

Cingapura - Motivada pela vitória sobre a Argentina, a seleção brasileira volta a campo, às 7h45 (de Brasília), para enfrentar o Japão, no Estádio Nacional de Cingapura. Além do adversário, uma das principais preocupações da equipe é com o estado do gramado, que tem uma enorme quantidade de areia. Com capacidade para 55 mil espectadores, o estádio, inaugurado em junho, custou o equivalente a R$ 4,5 bilhões.

O técnico Dunga se queixou muito do palco do jogo: “Tem mais areia do que grama. Tem uma parte com grama sintética, pouca grama natural e muita areia. Vai dificultar um pouco na hora de controlar a bola, de passar e de dar velocidade ao jogo.” Neymar acrescentou: “Não tem fórmula para enfrentar gramado ruim. É só escolher um campo melhor para a gente jogar. Quem tem de escolher precisa pensar nisso. A gente está aqui para fazer o melhor dentro de campo e tem de jogar.”

Brasil enfrenta japoneses nesta terça-feiraDivulgação

Treino fechado para a imprensa

Dunga fechou o treino à imprensa, mas a única dúvida para o jogo é o zagueiro David Luiz, com dores na coxa. Seu provável substituto será Gil. Nas demais posições, a equipe deve ser a mesma que bateu a Argentina por 2 a 0.

O amistoso com o Japão, que se prepara para a Copa da Ásia, em janeiro, será a primeira partida da seleção brasileira principal em Cingapura. Em 2008, a equipe olímpica, também dirigida por Dunga, jogou lá e venceu os donos da casa por 3 a 0, gols de Diego, Ronaldinho Gaúcho e Jô.

Desde que voltou à Seleção, Dunga venceu os três jogos — além da Argentina, Colômbia e Equador.

Técnico deixa estilo paz e amor de lado

A entrevista de Dunga ontem teve cheiro de pólvora no ar. Uma pergunta sobre o gesto de apertar o nariz, apontando para alguém no banco de reservas da Argentina, gerou um tremendo mal-estar entre o técnico da seleção brasileira e o repórter da ‘TV Globo’ Tino Marcos.

A pergunta foi simples: se Dunga estava arrependido ‘pela insinuação de que o pessoal da Argentina teria usado drogas’. A resposta veio com irritação. “Isso quem está falando é você. Como tinha muita poluição, tinha o nariz sempre trancado”, justificou.

>Em seguida, a intérprete traduziu a pergunta e a resposta para o inglês, mas cometeu um erro: disse que o técnico havia sido questionado sobre um gesto para os jogadores da Argentina. Na sala de entrevistas, o locutor Galvão Bueno tratou de defender Tino Marcos. “O repórter nunca disse nada sobre jogadores”, afirmou Galvão, em inglês.

Você pode gostar