Neymar mantém a mística

Com a camisa 10, craque tem feito grandes apresentações

Por O Dia

Rio - Por mais que o vexame na Copa continue martelando a cabeça do torcedor e jamais será esquecido, é possível, aos poucos, ter algumas alegrias, como a boa vitória de ontem, e saudar o talento desse extraordinário Neymar. Que, por coincidência ou não, esteve ausente nos 7 a 1 da Alemanha.

Em Cingapura, apesar da fragilidade do Japão, o Brasil jogou fácil, com ótima saída de bola, passes de primeira e confirmou a importância de um jogador móvel e veloz como Tardelli no ataque. Neymar ficou à vontade, deu bons passes e fez quatro gols.

Recomeço bom com Dunga, acima do esperado, esquema superior ao do Mundial e sem o peso daquela responsabilidade que soterrou tanta gente. Não dá para soltar foguetes, mas a vida continua e, aos poucos, o Brasil volta à tona.

Neymar comemora o seu terceiro gol diante do JapãoReuters

A RESSACA

O nosso carrasco, a Alemanha, vive uma ressaca e começou as eliminatórias da Eurocopa, com futebol decepcionante. Após histórica derrota para a Polônia, deixou escapar magra vitória sobre a Irlanda, ontem, em casa, nos acréscimos. Não jogou mal, mas não mostrou nem a personalidade e nem a força da conquista do tetra mundial. Parece sem entusiasmo.

O QUE MUDAR?

Cristóvão Borges está a perigo no Flu. A torcida pergunta o que pode ser feito para melhorar o time. Há um problema quase insolúvel: como fazer se Fred continua com cadeira cativa, embora jogue razoavelmente? Talvez voltar a utilizar Sóbis avançado e a reorganizar o meio campo com a barração de Wagner e Cícero, além de reforçar a proteção à defesa.

MUITA CAUTELA

Vanderlei está certo ao dizer que não se deve considerar o Fla já classificado na Copa do Brasil só porque tem vantagem no marcador, é mais time e o apoio de 60 mil pessoas. Futebol é feito de surpresas e o Flu conheceu o sabor de derrota humilhante para o América-RN quando levou quatro gols em meia hora. Mas hoje, apesar do desfalque de Wallace, deve ser dia de festa.

FALTA CAPRICHO

Apesar das críticas e das restrições aos altos gastos, as arenas da Copa ficaram bonitas, funcionais e precisam ser tratadas com carinho e profissionalismo. A conservação está ruim como se vê nas duas do Norte, em São Paulo e no gramado do Maracanã. A continuar assim, daqui a poucos anos vamos esquecer como eram essas joias da Copa.

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