Por pedro.logato

Rio - Se alguém tinha ainda alguma dúvida, ela acabou. A boa vitória sobre o Inter deixou o Flamengo em situação cômoda na tabela, longe da zona de rebaixamento. E todas as atenções agora podem ser direcionadas para a Copa do Brasil. É provável que boa parte do time seja poupada nas próximas partidas do Brasileirão. O clássico de ontem foi razoável.

No primeiro tempo, o Inter só teve uma chance com Nilmar (grande defesa de Paulo Victor) e o Fla em chute de longe de Gabriel. Mesmo com um time de jogadores mais qualificados, o Inter era lento e não ultrapassava o esquema defensivo montado por Vanderlei.

No segundo tempo, tudo melhorou com o avanço do Inter e os contra-ataques do Flamengo depois da entrada de Nixon e com os lançamentos de Canteros. Logo saiu o primeiro gol de Gabriel e ele carimbou a sua ótima atuação com o segundo no finzinho. O Fla foi mais esperto e objetivo diante de um adversário previsível. Mais um resultado ruim do Inter, que saiu do G-4 e que mantém Abel em situação delicada.

Flamengo venceu confronto no MaracanãAndré Mourão

CRISE À VISTA?

Será que a crise econômica vai bater também às portas do vôlei? Seria uma pena porque, nas últimas décadas, é o esporte que mais se resolveu política e financeiramente, criando até uma estrutura interna forte, que mantém no país uma parcela importante de jogadores no masculino e no feminino. Se, como se suspeita, o governo vai cancelar ou reduzir seu investimento e as empresas particulares vão se retrair também, o bicho vai pegar. O pior é que estamos perto de uma Olimpíada.

SÓ OPOSIÇÃO

O Botafogo vive uma situação bizarra no processo eleitoral, com quatro candidatos que parecem se colocar em oposição clara, depois do indefensável fim de mandato de Maurício Assumpção. Até mesmo Montenegro, eminência parda no clube, já trocou de candidato e abandonou a aliança com a situação, com um discurso ríspido em relação à administração de Maurício. A única oposição que está lá há muito tempo é liderada por Carlos Eduardo Pereira.

VELHOS VÍCIOS

O jogo entre Atlético Mineir</MC>o e Bahia voltou a mostrar a diferença pequena entre quem está no G-4 e quem está na zona do rebaixamento do Brasileirão. Mas o Galo foi melhor e só não ganhou pela incrível incapacidade de conclusão de vários jogadores. E, faltando pouco para o fim, bateu aquele outro vício de tentar segurar a vantagem, mesmo contra um time fraco. O castigo veio rápido com o empate baiano. Outra rotina: jogadores expulsos por infantilidade.

UM HORROR

Nem foi preciso assistir à lamentável exibição do Vasco em Natal para se chegar à conclusão de que tem muita coisa errada na Colina — o time talvez seja pior do que muitos avaliaram, há pouco entusiasmo, o treinador parece perdido, barra Maxi Rodríguez sem sentido, só fala em pouco tempo para treinar e a política é um caos. Kléber (foto), que não joga nada, reclamou que há sempre escalação diferente. Está certo, mas ele e os principais jogadores têm feito muito pouco pelo Vasco.

OS CRAQUES BRASILEIROS AINDA FAZEM A DIFERENÇA

Se o nosso futebol ainda provoca ironias na Europa e abusa da desorganização em nível interno, pelo menos individualmente consegue destaque. Neymar vive fase excelente no Barça e forma com Messi uma dupla afinada. Em outra ponta, jogadores que jamais tiveram experiência na seleção brasileira, como Luiz Adriano, viram manchetes instantâneas com o recorde de cinco gols em uma única partida da Liga dos Campeões. Tudo bem que foi no Shakhtar sobre o Bate Borisov, mas é uma façanha histórica e ele pode entrar no radar de Dunga.

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