Por pedro.logato

Rio - A torcida do Flamengo descobriu há pouco tempo que tem dois jogadores importantes e decisivos, Everton e Gabriel. E não pode ser culpada pela demora no reconhecimento porque Everton vinha de temporadas sem expressão em outros clubes e só com Vanderlei passou a jogar muito, fazendo até esquecer Elias. Gabriel chegou meio enfraquecido da Bahia e só depois de recondicionamento começou a jogar bem, repetindo um pouco a função anterior de Paulinho. Claro que as chances de classificação aumentarão se os dois jogarem, ou pelo menos, um. De qualquer forma, o Fla tem ares de favorito pela vantagem. Ajudará muito se o time fizer pelo menos um gol porque, nesse caso, o Galo dificilmente repetirá a proeza de marcar quatro. A noite tem jeito de festa, mas todo o cuidado é pouco.

Gabriel e Everton são dúvidas para jogo de quartaAndré Mourão

SEM PAZ

Para o Flamengo, essa crise do Atlético-MG veio em boa hora e só não se tem certeza de qual será a sua extensão e se vai se refletir hoje. Mas o afastamento de Emerson Conceição, André e Jô mostra desunião interna e dificuldades no comando. Ainda assim, o time cumpre boa campanha no Brasileiro e, apesar da derrota para o Flamengo, está vivo na Copa do Brasil.

AUXILIAR INÚTIL

A polêmica sobre a necessidade de um auxiliar atrás do gol para ajudar os árbitros nas jogadas de área peca pela origem. A ideia não deixa de ser boa, pelo menos enquanto não houver condições materiais (ou vontade política) para uso da tecnologia. Mas a baixa qualidade desses profissionais tem apenas atrapalhado e criado tremenda confusão.

DE 34% A 50%

O desafio do Botafogo não poderia ser mais difícil. Passou o campeonato quase todo com 34% de aproveitamento e, de repente, nos últimos seis jogos, precisará subir para 50% — e desse patamar em diante só estão os sete primeiros colocados no Brasileiro. É uma matemática complicada e ilógica, mas, como o futebol tem seus caprichos, não custa nada torcer.

TEMPO CURTO

A Federação Internacional de Vôlei tomou providências para limitar a duração do mandato de seus presidentes e evitar a perpetuação que acaba criando feudos e métodos viciados. Essa medida já chega tarde. Deveria ser seguida por outros esportes no mundo. Por aqui, logo se pensa no futebol, no qual federações têm verdadeiros donos.

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