Por pedro.logato
Publicado 04/11/2014 20:39 | Atualizado 05/11/2014 01:30

Rio - As relações perigosas do jogador Adriano, o Imperador, com traficantes do Complexo da Penha levaram o Ministério Público (MP) a denunciá-lo por tráfico de drogas, associação ao tráfico e falsidade ideológica. Os crimes foram investigados em inquérito da 22ª DP (Penha), após O DIA denunciar, em 2010, que o ex-atleta do Flamengo havia comprado duas motos e registrado uma delas em nome da mãe de Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, amigo de infância do craque e traficante que durante muito tempo chefiou a quadrilha da Vila Cruzeiro.

Adriano foi denunciado por tráfico de drogas e associação ao tráficoReprodução Twitter

Cria da comunidade, Adriano nunca escondeu sua amizade com pessoas com quem cresceu, mesmo depois que muitos deles, no entanto, enveredaram pelo caminho do crime. A denúncia — na qual o MP também representa contra Mica e um outro amigo deles, Marcos José de Oliveira, que ficou de posse das motos — ressalta que Marlene Pereira de Souza, a mãe do traficante e, segundo os documentos, dona do veículo, é analfabeta. Na época, ela tinha 66 anos e nunca teve documento de habilitação.

De acordo com a denúncia, Adriano “consentiu que outrem utilizassem de bem de que tinham propriedade e posse para o tráfico ilícito de drogas”. O documento ressalta que os traficantes da comunidade tinham a necessidade de usar veículos velozes para se locomover.

Por isso, ainda segundo o MP, as motos compradas legalmente pelo jogador teriam sido utilizadas. Os veículos, de cores preta e vermelha, eram modelo Honda CB 600 teriam sido compradas no cartão de crédito de Adriano.

A denúncia da 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público foi encaminhada ontem para a 29ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça. Caberá a juíza Maria Tereza Donatti analisar o teor do documento e decidir se aceita ou não a denúncia.

Os promotores, porém, não pediram a prisão do jogador, mas, por temer a possibilidade de fuga, determinaram que ele entregue seu passaporte.

Considerado sanguinário, o traficante Mica foi preso em Maricá, em 2012. Já Adriano estava prestes a assinar contrato com um clube da Segunda Divisão do futebol francês.

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