Por pedro.logato

Rio - O Brasil não foi nem de longe o time vibrante e bem armado dos amistosos anteriores. Um pouco por conta da boa organização austríaca,um pouco pela indefinição do esquema tático, que ficou oscilando entre uma defesa mais compacta e ataques massivos. Além disso, jogadores que brilharam em outras partidas foram muito discretos, como Willian e Neymar. O primeiro tempo perdeu-se em um jogo sem objetividade das duas equipes e a Áustria até ameaçou mais.

Na segunda fase, a Seleção foi mais ousada e ganhou confiança no gol de David Luiz, que deu a impressão de ter empurrado o marcador na cabeçada. Logo depois, veio o pênalti indiscutível de Oscar e o empate. Foi preciso um chutaço sensacional de Firmino — como se fosse Neymar — para a sexta vitória da nova Era Dunga. A boa presença de Firmino é animadora porque lembra a constante renovação do nosso futebol. Em um ano para esquecer, Dunga reconquistou o espaço das vitórias mesmo sem o entusiasmo do torcedor traumatizado.

Com um golaço%2C Firmino%2C surpresa de Dunga%2C ajuda o Brasil a terminar 2014 com vitóriaReuters

ROMBO NO BOTAFOGO

Os candidatos à presidência do Botafogo — todos de oposição — já confirmaram que há um rombo inacreditável no passivo da atual gestão, que pegou um empréstimo de R$ 20 milhões deixando como garantia a administração compartilhada do Engenhão. Se, como todos disseram, o estádio é a única forma de grande faturamento a médio prazo, a situação fica dramática. Quem ganhar a eleição vai precisar tirar leite de pedra. O Botafogo não merecia isso.

NADA JUSTIFICA

Todos sabiam, até antes das contratações, que determinados jogadores do Botafogo, mesmo com bom nível técnico, tinham forte personalidade e eram capazes de atitudes bizarras. Mas nada do que fizeram poderia justificar o desligamento no meio da competição. Dizer que o rendimento do time com eles era pior falseia a verdade. Algum torcedor acha que está melhor com Régis e Dankler? A atitude de Maurício Assumpção empurrou o futebol alvinegro para o abismo.

ÓTIMA SUGESTÃO

Nos muitos fóruns de discussão sobre mudanças no futebol brasileiro, incluindo o calendário que nunca é mexido, há ideia excelente que seria de fácil execução, se houvesse boa vontade e menos politicagem nas confederações. A Copa Sul-Americana seria disputada no primeiro semestre para não concorrer com os campeonatos nacionais e, no caso brasileiro, com as fases decisivas da Copa do Brasil. Isso evitaria três competições paralelas e ajudaria a encurtar os Estaduais.

FOCO DIFERENTE

Não deixam de ser curiosas as motivações de Flamengo e Atlético-MG, em BH. No fundo, será mais um desafio para a intensa rivalidade mútua porque o Galo do técnico Levir Culpi está com a cabeça na Copa do Brasil, na qual tem boa vantagem sobre o Cruzeiro e está por um jogo. O Flamengo cumpriu a sua missão no campeonato, pelo patamar mínimo, e quer apenas dar uma pequena resposta à goleada no mesmo Horto. Por isso, promessa de jogo aberto e ofensivo.

UMA BOA PROMESSA PARA SER COBRADA DEPOIS

Recém-eleito presidente do Vasco, Eurico Miranda assegurou que, com ele, o time não cai de novo. Essa promessa é até fácil de cumprir. Outra, muito boa, deve ser cobrada pelo torcedor — a que garante a limpeza do elenco de jogadores emprestados e parcial ou totalmente pagos pelo clube de origem. Difícil resistir a certas possibilidades, mas esse expediente é quase sempre uma bola fora.

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