Por pedro.logato

Rio - Depois do que a torcida tricolor viu ontem no Maracanã, fica quase impossível imaginar que o time consiga vaga na Libertadores, mesmo que entrem cinco brasileiros. Foi uma exibição de falta de inspiração, esquema tático equivocado, lentidão e certa displicência. No primeiro tempo, ainda houve esperança e algumas jogadas perigosas, mas, a partir do primeiro gol da Chapecoense, foi tudo para o espaço. Só na base dos contra-ataques, o time catarinense humilhou o Fluminense. A goleada surgiu pelos muitos defeitos e também pelas falhas de uma defesa tecnicamente ruim, sempre mal postada. O melhor time do futebol carioca não resistiu a um modesto adversário bem organizado e guerreiro em rodada de derrotas para todos os times do Rio. Vexame total de um futebol decadente.

Fluminense foi derrotado em casa pela ChapecoenseAndré Mourão

DOSE DUPLA

Não foi agradável para o torcedor do Flamengo sofrer duas goleadas de quatro em tão pouco tempo. A primeira com características dramáticas. E a outra, sem valer muita coisa, mas que expôs a superioridade do Galo, a própria fragilidade e uma desconcentração incompatível com a grandeza do clube. Flamengo é Flamengo e não pode perder de forma tão humilhante.

TRAGÉDIA

O Botafogo precisa de uma</MC> mudança completa em sua administração. O que se viu em São Januário foi o resumo do abandono, do descalabro, do desespero do time e da indisciplina. Aliás, em nome dela, foram feitos covardes expurgos, mas lá ficaram Jobson e Carlos Alberto. Dizer que a bola não entra e, como Jefferson, falar de Deus, soa ridículo.

PARA DISFARÇAR

Bem que o Vasco poderia brindar a sua grande torcida com uma boa exibição no Maracanã. Tem tudo a favor. O palco, a massa, o adversário fraco e a tranquilidade de quem está praticamente classificado. Basta que haja esforço e capricho. Seria uma forma de fazer uma boa festa de volta à elite e de esquecer jogos horríveis. Mas, para 2015, é melhor mudar tudo.

BOA SORTE

A grande atração da semana é a estreia mundial de ‘Jogos Vorazes, a esperança, parte 1’, mas a série, esticada e desdobrada, dá mostras de um certo cansaço. Há ainda a simpática e talentosa Deborah Secco em ‘Boa sorte’, estreia nacional. No circuito alternativo, o francês ‘A promessa’ merece atenção pelo ótimo currículo do diretor Patrice Leconte.

Você pode gostar