Ao vencedor, um abacaxi

Dirigente que levar eleição no Botafogo terá grande desafio

Por O Dia

Rio - Foi tal o descalabro do último ano de Maurício Assumpção que nenhum dos quatro candidatos nas eleições do Botafogo se apresenta como de situação, embora o grupo de Thiago Cesário Alvim estivesse sempre perto do poder.

Os planos variam, mas todos reconhecem a falência financeira, prometem que equacionarão os débitos e que o futebol será revitalizado. Mas ninguém garante que terá condições de reconduzir o clube a uma situação razoável.

Carlos Eduardo Pereira é da oposição mais autêntica e parece confiar em Carlos Alberto Torres na gestão do futebol. Alvim parece se cercar de grupo mais forte de empresários mas, na administração anterior, não ajudaram. A travessia será longa e penosa e não haverá soluções da noite para o dia. Descascar esse abacaxi será uma loucura.

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A DECADÊNCIA

Se um botafoguense folhear os jornais de 2013, vai achar que foi há muito mais tempo. Lá está o time campeão carioca e que jogou a Libertadores: Jefferson, Dória, Bolívar, Andrezinho, Lodeiro, Vitinho, Seedorf... O clube teve o Engenhão parte do ano, os salários estavam em dia, mas tudo desandou. Na debandada geral, vendas a preço de banana e lucro para os empresários.

SIMPLICIDADE

Nada de tatuagens, cabelos exóticos, brinquinhos e marra. Muitos jogadores vivem uma certa desconcentração e um excesso de preocupações paralelas. No Cruzeiro, a simplicidade e o profissionalismo foram marcas registradas, a começar pelo técnico Marcelo Oliveira que não tem linguagem de boleiro. Um campeão também se faz fora de campo.

DO FILÉ AO OSSO

Joel é engraçado e exibe um currículo vitorioso no Rio. Mas exagerou um pouco ao dizer que recebeu um osso e que não lhe podem tirar o filé na Série A. Seu mérito foi amenizar o ambiente. Sem um elenco de qualidade, não soube impor um esquema. Não teve tempo, é certo, mas esse é um problema geral. Quanto a continuar, é uma questão de confiança ou não de Eurico.

UM FIASCO

A campanha do Flu só conseguiu ser melhor do que a do ano passado — de um time rebaixado — e Fred até considerou isso um avanço. Muito pouco para a torcida e pelos altos investimentos. O time se perdeu na mudança tática equivocada para reintegrar Fred e nas falhas da defesa. Além disso, faltou dedicação a muita gente. Uma lástima.

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