Os melhores jogadores estão em Minas

Maior parte dos atletas da seleção ideal do Campeonato Brasileiro vem dos rivais Cruzeiro e Atlético-MG

Por O Dia

Rio - Começou a temporada dos melhores do ano em cada setor das artes e dos esportes. No futebol, nunca pareceu tão fácil porque ficou quase tudo concentrado no Cruzeiro e Atlético-MG. Essa coluna escala sua seleção: Jefferson, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gil e Fabrício; Souza, Dátolo, Everton Ribeiro e Willian; Diego Tardelli e Ricardo Goulart.

Mesmo com a fraca campanha que culminou na queda do Botafogo, Jefferson se destacou no BrasileiroDivulgação

Quatro do Galo, três do Cruzeiro, um de São Paulo, Inter, Corinthians e, por incrível que pareça, do rebaixado Botafogo. O goleiro, dos escassos 33 pontos conquistados até agora, garantiu pelo menos a metade e evitou goleadas constrangedoras. Os jogadores de Minas são óbvios, Fabrício é o menos ruim dos laterais-esquerdos e Souza carregou no colo os medalhões do São Paulo. O craque é Everton Ribeiro e a revelação, Erik, do Goiás.

HORA DA BASE

Durante o longo período sob a proteção de uma forte patrocinadora, com uma espécie de diretoria paralela, o Flu cuidou mais da aparência do que da essência. Times fortes, uns campeões, outros menos competitivos, mas todos caríssimos, fora da realidade. É hora de repensar Xerém, dinamizar o CT e tratar o futebol com um mínimo de modernidade e espírito empresarial.

JOGO DUPLO?

O presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, tem dois caminhos muito claros e opostos à sua frente. De um lado, precisa formar um time competitivo, que não dê vexames e que tenha condições de voltar à Série A. E, ao mesmo tempo, a obrigação de pagar, ou ao menos equacionar, as pesadas dívidas. Missão para o Super-Homem.

DÁ PRA FESTEJAR?

Eurico tomou posse na terça-feira e muitos vascaínos, desgastados pelos últimos tempos, estão esperançosos. O otimismo revive aquele estilo de marra, de murros na mesa e ameaças de atropelar todos, principalmente o Fla. Será que isso vai vingar , ainda mais com o clube afundado em dívidas? Passou o tempo em que maquiar a sede impressionava. Será preciso muito mais.

OS PENETRAS

O futebol catarinense entra com força na elite e prova que há por lá organização, simplicidade e planejamento. Mas não tem ainda um time grande. Não pode haver essa ilusão, sob pena de retrocesso. É importante a quantidade, o acúmulo de times médios para que, após um tempo, surja um novo grande no nosso futebol. Todos sairão ganhando.

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