Pressão pelo ouro em 2016 já invade atletas do Brasil

Jogos do Rio de Janeiro já mexem com representantes do país

Por O Dia

Rio - Em junho, a seleção brasileira de futebol foi a campo disputar a Copa do Mundo. Com a pressão do mundo nas costas por jogar em casa e ainda tendo que lidar com o fantasma da Copa de 50, quando o Uruguai calou o Maracanã, os jogadores não foram bem e sucumbiram na semifinal com a humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha. Faltando 627 dias para as Oímpíadas do Rio, o vôlei feminino é favorito a medalha de ouro, mas terá que saber lidar com a pressão de jogar em casa diante de uma torcida exigente.

Bicampeãs olímpicas, meninas do vôlei vão lutar pelo tri no Rio Divulgação

“Senti isso no Pan do Rio. É uma pressão de você se cobrar e querer vencer. Por isso, todo mundo se cobra mais e se sente na obrigação de ganhar o título. Muitas vezes você não consegue controlar sua emoção quando as coisas começam a não dar certo. Apesar de ter a torcida a favor, ela pode se tornar contrária se não jogar bem e com alegria, que é o que todo mundo quer ver. Se você souber usar ao seu lado é bom, mas pode pesar”, explica Fofão, que foi medalha de prata no Pan do Rio em 2007.

Fabi, líbero do Rexona-Ades, que deu adeus à Seleção este ano, vê o lado positivo de se jogar em casa e acha que a pressão extra não irá assusta.

“O time do Brasil já mostrou que é competitivo, vimos no Grand Prix, teve o terceiro lugar no mundial e por isso não tenho a menor dúvida de que é um time que vai brigar por medalha. Acho que o fator casa é mais positivo do que negativo. Eu vejo muito mais coisas boas do que o fator pressão. O Brasil está muito acostumado a ser cobrado e entra sempre favorito nas competições e isso não vai mudar. Eu espero que o time saiba aproveitar o fator jogar em casa que é uma coisa boa, usufruir da torcida, do conhecimento do Maracanãzinho e não se preocupe com pressão fora da quadra”.
A ponteira Natália prefere olhar o lado bom de se jogar em casa:

“Vivemos desde novinha sob pressão, sendo cobrada. Será mais um campeonato no Brasil com torcida a favor, galera jogando junto e isso conta muito. Esse negocio de pressão a gente deixa de lado e estamos contando com a energia do povo brasileiro e dos amigos”, explicou.

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