Um ano muito nebuloso

Clubes cariocas não têm grandes perspectivas para 2015

Por O Dia


Rio - Se for tomado por base 2014, o futebol do Rio não tem boas expectativas para 2015. Afinal, só ficou de bom o título estadual do Flamengo, além do destaque de Jefferson na Seleção. O Fla irritou a torcida e comemorou o fim da ‘confusão’ ao escapar do rebaixamento. O time atual é fraco. A grande estrela é Luxemburgo, o que não é suficiente para muita coisa. A diretoria não ousa e a tudo deve evoluir lentamente. O Vasco saiu da Série B aos trancos e barrancos, com um futebol de segunda e se reestrutura com jogadores sem expressão. O ‘craque’ é Eurico (foto). O Flu não ganhou nada com um elenco milionário e se prepara para vacas magras. O Botafogo viveu um pesadelo, com a ilusão da Libertadores e a queda para a Segundona. Seu presidente saiu às escondidas e o ano deverá ser complicado.

Ano de 2015 não promete ser fácil para os clubes cariocasAndré Mourão / Agência O Dia

NINGUÉM ESQUECEU

Parreira é sério, um estudioso do futebol, com belo currículo. Mas, nos últimos tempos, deu para falar abobrinhas com vocação ‘chapa branca’. Depois de, anos atrás, dizer que foi mal interpretado ao considerar que gol era um detalhe, agora garante que os 7 a 1 estão esquecidos. Pisou na bola. Foi um vexame que jamais será esquecido. Uma vergonha, Parreira.

VOO CURTO

A torcida do Vasco anda sem esperança de ver um time forte em 2015. E não verá mesmo. Em visão otimista, a diretoria de Eurico irá só iniciar o saneamento financeiro e formar um time razoável, capaz de um brilhareco no Estadual mas sem maiores chances nas competições nacionais. Quando Lucas, ex-Macaé, vira atração, a coisa está difícil.

TETO BAIXO

Além do salário de apenas R$ 60 mil do técnico René Simões, o Botafogo quer estabelecer um teto de R$ 50 mil para os jogadores profissionais, o que já o define como bem modesto no mercado, mesmo que seja pago a altos executivos de outras áreas. Talvez haja exceções, como Jefferson e Gabriel, mas a tendência é que o clube siga a curva de baixa junto com os outros de pires na mão.

DESEQUILÍBRIO

Empresa de bebidas acertou patrocínio com três grandes do Rio e pode chegar ao Vasco. Segundo o publicitário Lula Vieira, é bom ter a marca de destaque com a unanimidade das torcidas. Só que, no mundo ideal para os clubes, a TV entraria com 35% do patrocínio, outros 35% da publicidade e o resto de bilheteria. Mas a TV manda e desmanda.

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