Por fabio.klotz
Cipoloni ao lado da esposa Vanessa e da filha Liaarquivo pessoal

Rio - O reencontro com o Uberlândia, time que defendeu por quatro temporadas, foi especial. O Brasília não conseguiu vencer, mas o ala-pivô Lucas Cipolini soube na quadra que será pai de novo, uma surpresa que não irá esquecer.

“Foi especial. Lembrarei para sempre. Minha esposa Vanessa me chamou para dar a notícia depois do jogo e na hora fui chamado para dar entrevista ao vivo. Quando olhei para câmera, ela mostrou a nossa filha (Lia, de 1 ano e 3 meses) com uma camiseta que dizia ‘Irmã mais velha.’ Aí soube que ela está grávida. Todo mundo soube pela TV, até meus pais", conta o ala-pivô.

Com motivação a mais, Cipolini mostra confiança para a sequência do NBB. O Brasília está no limite de classificação para o playoff, na 12ª colocação.
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“Tivemos muitas dificuldades, com lesões, saída de jogadores. Mas agora estamos com elenco completo, não temos mais estas dificuldades. É buscar o entrosamento. Fizemos um grande jogo contra o Minas e vencemos. Serve como exemplo. Nossa meta é ir para o playoff, que é um outro campeonato. Lá, teremos chance de brigar de igual para igual com qualquer um”, diz.
Rei das Enterradas
Cipolini em sua especialidade%3A enterradaDivulgação

Apesar de Brasília viver uma temporada irregular, Cipolini tem números contundentes na temporada, como média de 15,2 pontos por jogo e 5,1 rebotes. A melhora na linha de três pontos também chama atenção, com 45% de aproveitamento, principal marca na carreira. Uma mudança em quadra favorece os tiros longos.

"Acabo com mais oportunidade de chutar de três na função de ala-pivô. É a posição que o meu jogo encaixa melhor. Nos últimos anos, joguei mais de cinco e me acostumei. Sei usar esta vantagem também. Agora, gosto de jogar em qualquer posição. Em quadra, estou feliz da vida", analisa e brinca Cipolini.

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O ala-pivô do Brasília pode ser considerado o Rei das Enterradas do NBB. Ele lidera o quesito na história do torneio, com 251 cravadas. A jogada reflete com perfeição o estilo aguerrido em quadra.
"Sempre gostei de enterrada, desde pequeno. É uma jogada que traz energia e agita a torcida", diz Cipolini, fã de uma ponte aérea:
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"Acaba envolvendo o time, quem passou fica tão feliz quanto quem enterrou. É uma jogada diferente, plástica e difícil de acontecer."
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