Por pedro.logato

Rio - O que se pode esperar em matéria de organização e bom senso no futebol do Rio se os seus dirigentes não conseguem se entender sequer sobre a posição de suas torcidas no Maracanã? Vasco e Fluminense vão jogar no Nilton Santos e ficar fora do Maracanã por essa razão infantil — foi reconstruído um belo estádio com milhões de reais para que esses senhores inconsequentes desrespeitem o espetáculo e as próprias torcidas. Eles apenas seguem o exemplo da federação, que lava as mãos, não resolve nada e vive das taxas escorchantes que incluem até as verbas de TV. A volta de Eurico piorou tudo mas dirigentes como Peter Siemsen não ajudam. E por falar de lado da torcida: por que não resolvem no ‘cara ou coroa’?

Vasco e Flu será no EngenhãoUanderson Fernandes

COM EMPENHO

O Botafogo teve a missão facilitada na vitória sobre o Bangu pela expulsão do goleiro Márcio no início do jogo e pelo gol de Bill a seguir. Mas, com muitos erros de passe e vários gols perdidos, demorou a liquidar a partida, o que só aconteceu a 20 minutos do fim. Valeu pelas boas atuações de Jobson, Bill e Gilberto, e pelo empenho geral, mas falta muito.

UM BELO EXEMPLO

Guiñazu contraria médicos e treinadores: recuperou-se de sua lesão com velocidade espantosa e pode até jogar hoje. Em um momento em que se faz demagogia com a história dos brucutus, ele prova que é fundamental como um feroz marcador. O Vasco,aliás, vai precisar melhorar se quiser bater o Macaé.

PROMOÇÃO JUSTA

O Flu vai a Bacaxá hoje como franco favorito e tem grandes chances de manter a liderança. A entrada de Guilherme Mattis deve reforçar a zaga até porque Victor Oliveira jamais se firmou, e Robert merece a imediata promoção entrando no lugar de Lucas Gomes. Ao contrário de Vanderlei, Cristóvão Borges tem sido rápido no gatilho.

SEM DEMOCRACIA

Bandeira de Mello até promoveu importantes mudanças no Fla, especialmente na administração financeira — apesar das altas dívidas, é o clube mais bem resolvido no Rio. Mas, na política miúda, pouco mudou e para suspender um conselheiro partiu para vários casuísmos. O mundo do futebol não tem perdão.

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