O líder Flu só precisou da burocracia

Tricolor venceu o limitado Boavista com tranquilidade

Por O Dia

Rio - Os jogadores do Fluminense procuraram apenas se poupar, evitar o desgaste o máximo possível e garantir rapidamente os três pontos da liderança. Conseguiram tudo isso porque o Boavista é um time limitado, previsível e com uma defesa fraca. Mas o futebol apresentado foi talvez o pior do Carioca até agora, o que só confirma o baixo nível do campeonato e certa mesmice no confronto entre grandes e pequenos.

Fred%2C com cinco gols%2C é o artilheiro do Campeonato CariocaDivulgação

O Flu nem chegou perto dos seus melhores momentos do jogo contra o Bangu e nem Robert foi aquele jogador decisivo. O time se arrastou em campo e nem Wellington Silva conseguia dar a velocidade na saída de bola. Mas havia muita facilidade e o gol de Lucas Gomes, na fase inicial, não foi surpresa. O Boavista raramente ameaçou e o melhor lance exigiu ótima defesa de Cavalieri.

A vitória era questão de tempo, Fred teve seu momento de oportunismo para avançar na artilharia e Jean mereceu o seu gol por uma atuação lúcida. O Flu é o líder e não precisa jogar muito para isso.

Xerém renasce

Depois de um período em baixa, Xerém volta a produzir algumas boas revelações e, mesmo que a maioria não vingue lá adiante, se dois ou três fizerem uma boa carreira, o Fluminense já estará no lucro. Se pintar um craque, aí será festa. Dessa safra atual, olho em Robert, Marlon, Kenedy e Gerson. Há muito tempo não havia tanta gente em foco. O clube só não pode correr o risco de perdas fáceis ou de queimar alguém por precipitação ou pressão descabida.

Suspense

Jobson continua deixando a torcida do Botafogo com os cabelos em pé. Recuperou a forma física, voltou razoavelmente bem, com chance de lutar por posição, foi o melhor do jogo em Los Larios, mas, depois, deu entrevista usando um palavrão desnecessário. Em se tratando dele, acende uma luz amarela, pois denota certa instabilidade de uma personalidade imprevisível. Tomara que tudo se limite à alegria e descontração, mas dá para temer. Jobson tem ainda um caminho a percorrer.

Treino no Maracanã

O Flamengo teve dificuldade de se acertar com a federação, mas conseguiu fazer um treino no Maracanã contra a Cabofriense. Goleou na hora que quis e se deu ao luxo de assustar um pouco a torcida por acomodação com a falha de Samir no gol do adversário. Mas imprimiu maior ritmo e precisou de dois escanteios para liquidar a fatura com direito à recuperação de Samir. Como ocorre com outros grandes, o Fla ganha sem maiores problemas, mas sem esconder falhas graves na defesa.

Será que esta galera está mesmo treinando?

Treinando a gente sabe que está, mas serão esses treinamentos adequados para o atual momento muito ruim do nosso futebol? Como se sabe, há escassez de talento, pouca habilidade e ninguém acredita mais que temos o melhor futebol do mundo e nem sequer da América do Sul. Nos campeonatos locais, se vê a toda hora passes errados de dois metros, cruzamentos cegos e conclusões horrendas, com a bola passando muito acima do travessão. De vez em quando, alguém acerta e é gol. Se a fase é braba, por que nossos treinadores não fazem repetições até todos aprenderem o mínimo?

Velhos tons

Sexo sadomasoquista é mais velho do que Pedro Álvares Cabral, mas a obscura escritora inglesa El James teve boa sacada: fazer a pseudo pornografia de "Cinquenta tons de cinza" palatável para o público feminino cercando tudo por gente bonita em ambientes luxuosos. O resultado foi um estouro literário e um fenômeno nas telas. Mas é artisticamente fraco e cheio de clichês. Melhor apostar no empolgante filme de Clint Eastwood: "Sniper americano".

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