Uma homenagem a Nilton Santos

Clássico marca uma homenagem involuntária ao craque

Por O Dia

Rio - O clássico Fluminense x Vasco foi marcado para o rebatizado Engenhão por causa da incompetência e mesquinharia dos cartolas que não aceitaram o Maracanã na briga pela localização das torcidas. Mas, como há males que vêm para o bem, trata-se de uma involuntária homenagem ao eterno craque Nilton Santos que, de tão fabuloso, tornou-se universal, acima de qualquer torcida. Ele estará resgatando um pouco as loucuras dos dirigentes, mesmo com o estádio parcialmente bloqueado.

O jogo tem duas equipes vindas de maus resultados e com treinadores já contestados. Ainda assim,o Flu leva pequena vantagem por causa de um elenco melhor e do entrosamento. Depois de um início promissor, em que parecia ter reencontrado o seu melhor momento com esquema definido, Cristóvão voltou a se enrolar e a escalação virou uma caixa preta, onde tudo pode acontecer. Só Cavalieri, Jean e Fred são intocáveis.

O Vasco se tumultua, terá o desfalque de Bernardo, o que poderá até ser um bom negócio, e joga no sufoco. A esperança é que Thalles justifique a expectativa. As duas defesas são muito ruins, uma promessa de gols. Quem perder ficará mal.

O melhor

Embora ainda longe de ser forte em nível nacional, o Flamengo é tranquilamente o melhor time do Rio, seja pelo padrão de jogo definido, pelo elenco e até pela motivação do grupo. Tem jogo difícil contra o arrumadinho Madureira, mas em campo neutro, o que facilita. Cirino tem se destacado e até ameaça virar a estrela da companhia, atacando pelas pontas e fazendo gols, mas não do jeito preconizado pelo folclórico Vanderlei. E ainda tem Everton sempre eficiente.

Vocação do erro

Não adianta dizer que, com muitas câmeras de TV, é normal que sejam flagrados tantos erros de arbitragem e que eles sempre existiram. São desculpas para falhas primárias, resultado de desatenção e incompetência. O gol anulado do Botafogo contra o Volta Redonda, do Bangu contra o Flu, do Vasco contra o Barra Mansa, pênalti a favor do Flu em Volta Redonda, e o que dizer da falta de Emerson em Bruno no jogo entre São Paulo e Corinthians? Não dá para aceitar.

Mordaça nela

Quem precisa de mordaça, no bom sentido, é a Federação. Suas garras ferem, há muito tempo, os clubes e as competições locais. A era Caixa d’água se perpetua e só terá um fim com a saída de Rubens Lopes, seu discípulo. Por isso, a derrubada dessa lei da mordaça pelo Juizado Especial é bem-vinda porque interferia no livre direito à manifestação e lembrava tempos repressivos. Já não chega a Federação extorquir os clubes com as taxas dos jogos e as cotas de TV?

Ninguém aprendeu ainda a vender ingressos

Nos cinemas e teatros até que demorou mas, de uns três anos para cá, tudo entrou nos trilhos. O espectador compra em casa o ingresso, escolhe a poltrona e não enfrenta filas, podendo chegar tranquilamente em cima da hora. E no futebol? Compra-se pela Internet, mas é preciso enfrentar longas filas nos estádios para fazer uma troca surreal e depois há burocracia para comprovar as meias-entradas. Por isso, os patrocínios escasseiam - não há organização nem credibilidade.

Negação

A ficha parece não ter caído ainda para Anderson Silva. Ele vai mudando de justificativa a cada resultado positivo de doping, mas nenhuma circunstância o absolve. Seja qual for o motivo, ele ingeriu substâncias proibidas e isso anula vitórias e fere de morte sua imagem. O problema, para ele, passa a ser pessoal, quem sabe de negação, depois solidão e até desespero. Anderson poderá precisar de apoio psicológico, até para sobreviver em atividades paralelas no esporte.

Últimas de Esporte