Jogo ruim, mas o Vasco mereceu

Perdeu o Fluminense, time mais desorganizado

Por O Dia

Rio - A briga fora do Engenhão, com mais de 120 prisões, já não era um bom prenúncio. Depois veio a constatação de um público pequeno, indigno de um clássico como Vasco x Fluminense. As circunstâncias não ajudavam e logo no primeiro tempo viu-se que o jogo era complicado. Falta de poder ofensivo, raros chutes a gol, passes errados e faltas em profusão, raramente coibidas pela arbitragem passiva do conhecido Índio. Só se salvou o esforço de Gilberto, que procurava resolver sozinho o problema do ataque vascaíno.

Festa vascaína no Estádio Nilton SantosBruno de Lima

No segundo tempo, mais por conta do Vasco, mais ofensivo, o jogo melhorou um pouco. O Flu, encolhido, só se defendia. Mesmo desorganizado, o Vasco pôs duas bolas no travessão. O esquema confuso de Cristóvão isolava Fred como se ele estivesse na Seleção na Copa - nem a entrada de Gerson melhorou a situação. Após muito esforço, veio o pênalti de Victor Oliveira. Luan cobrou e o Vasco obteve a merecida vitória de quem procurou mais. Perdeu o time mais desorganizado.

Sem inspiração

Era previsível que um jogo em Volta Redonda, contra o Madureira, seria complicado, mas o Flamengo não se preparou nem tática nem emocionalmente. Dominou de forma burocrática, criou pouco, seus jogadores mais importantes como Everton e Cirino aceitaram a marcação e, depois que levou o gol, bateu o desespero. Não fosse um gol ilegal validado pela arbitragem, o prejuízo seria maior. O time do Flamengo é forte para o Carioca, mas nem tanto e não vence sem esforço e imaginação.

O festejado

Jobson vai tentando, com algum sucesso, se recuperar do longo tempo de loucura e irresponsabilidade profissional. Com o seu talento, faz boas jogadas e gols. Mesmo que estrague alguns lances pela incorrigível necessidade de burilar tudo. Ele está virando manchete e já é ovacionado pela torcida. Estará preparado para essa exaltação, ainda que tão recente? Se achar que é o dono do mundo de novo e sair dos trilhos, estragará tudo. Todos esperam que a mudança seja para valer.

Retrocesso

Depois do jogo contra o Nova Iguaçu, o técnico René Simões preferiu ver a boa lição aprendida pelo time ao sair do resultado negativo para a virada. Tudo bem. Mas a verdade é que o Botafogo jogou mal quase o tempo inteiro, com uma fase inicial apática em que mostrou soberba, individualismo e falta de inspiração. A qualidade fraca do time exige grande esforço e humildade de todos. Caso contrário, nada dará certo. Foi a pior exibição até agora e fica como um sinal de alerta.

Nivelamento

Alguns clubes da Europa, pela força do investimento, são diferenciados. Ninguém nega que Bayern de Munique, Chelsea, Barcelona e Real Madrid vivem em um mundo à parte. Mas o futebol está nivelado e qualquer jogo é uma armadilha, desde que o azarão tenha organização e empenho. Por isso, o Barça, com Iniesta, Messi, Neymar e Suárez é capaz de perder para o pequeno Málaga. Não é que todo mundo seja japonês, mas os favoritos estão sempre vulneráveis.

Problemas à vista na Libertadores

Ainda é cedo para conclusões, mas, a princípio, não são das melhores as perspectivas da maioria dos brasileiros na Libertadores. À exceção do Corinthians, os outros estreantes decepcionaram - casos de Inter e Atlético-MG, que já sofreram derrotas e, pior do que isso, não atuaram bem. O São Paulo não parece com pique e dinamismo necessários para encarar uma competição que exige garra e sacrifício. Se a referência é Ganso, está feia a coisa. O Timão foi muito bem na eliminatória contra o Once Caldas e contra o São Paulo. Parece ser a maior esperança brasileira, mas ainda falta ver o novo Cruzeiro.

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